quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VAMOS OSTENTAR!




Por Jefferson Rodrigues
Quem acompanha os noticiários televisivos tem se deparado com uma nova febre musical, denominada “Funk Ostentação”. De forma sucinta, este estilo musical mescla o funk carioca, com seus batidões, mulheres “frutas” e um apelo à sensualidade que salta aos olhos do expectador, com a perspectiva consumista e materialista apontando para a idéia de que aqueles que possuem mais dinheiro, carros e jóias será o conquistador de todas as promessas ofertadas pelo “batidão” carioca. Esta nova “onda” mostra os rumos que nossa sociedade tem tomado! Vejamos um trechinho de um “pancadão” da Ostentação:

“Contando os plaque (notas) de 100, dentro de um Citroën
Ai nóis convida, porque sabe que elas vêm
De transporte nóis tá bem, de Hornet ou 1100
Kawasaky, tem Bandit, RR tem também”

Mais uma vez vemos a supervalorização do ter em detrimento do ser. São jovens que OSTENTAM algo que para a maioria absoluta dos trabalhadores nunca conseguirão obter. Ora, quem trabalha 44 horas semanais e consegue ter em sua garagem vários carros e motos importadas e ainda contar notas de 100 folgadamente? É algo para os “eleitos” e banqueiros de nosso país. Todavia, mesmo com tamanho abismo, tais estilos apontam que todos podem possuir bens inatingíveis e caso contrário, você será mais um perdedor em seu bairro, que não conseguirá destaque com as “minas”. E por falar em “mina”, vemos que mais uma vez as mulheres são tratadas como um objeto que só serve para Ostentar! Será este o valor que realmente nossas jovens desejam para sua vida? Creio que não!
Agora imaginem comigo, quais as chances de jovens da periferia conseguirem bens acessíveis somente às elites? Raríssimas! Isto é justo? Com certeza não! Mas a questão toda não é apenas a má divisão de renda que assola nosso país há cinco séculos e consome o trabalhador como um câncer. A meu ver, a grande questão é criar um sentimento de facilidade que culminará em frustração por parte destes jovens e em alguns casos, até mesmo induzi-los a conseguir tais bens de forma ilícita, mediante crimes. É claro que não generalizamos, mas é razoável perceber como a insatisfação e a busca pela aceitação poderá conduzi-los a buscar o meio “mais fácil” para adquirir algo que eles também possam ostentar.
FÚTIL, esta é a palavra que define nossa juventude! Guerreiros que não compreende pelo que devem lutar. Na verdade, parece que vivemos um vazio ideológico e que o materialismo abundante poderá suprir esta lacuna. Recentemente vimos um estalo na mente jovem com os movimentos de rua. Contudo, mostrou-se mais uma vez uma “onda” a se seguir. Afinal, estava na moda e quem não participasse, ainda que pelas redes sociais, seria um desatualizado. Precisamos de algo consistente, precisamos ir além!
De fato, espero que em menos tempo do que um clique para curtir um novo vídeo na rede, nossos jovens acordem e percebam que a maior ostentação que podemos possuir é a consciência de que precisamos nos preparar, lutar e sermos livres para então decidimos o futuro que desejamos para nossas vidas e nação!
 Quem sabe não decidimos ostentar a falta de educação de boa qualidade, ostentar a ausência de oportunidades de emprego para a juventude, Ostentar a manipulação política que todos os anos eleitorais acontece em nosso Brasil. E então por fim, ostentaremos  a nossa indignação e começaremos a Ostentar para o mundo uma mudança digna de uma juventude consciente! Porém, enquanto apenas dissermos que “nóis ta bem” acho que não vamos contar “plaque de 100”!
Por fim convido-os a uma reflexão espiritual, onde vemos o Mestre Jesus nos levando a pensar sobre os valores de nossa vida: "Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus" (Lucas 12:20,21). O nosso tesouro deve estar nos céus (Mt 6:19-21). Pensem nisso! 

Em Cristo,

Jefferson Rodrigues

DICAS PARA MULHERES CRISTÃS


 Nota do História com Cristo: Acredito que os irmãos conhecem meu posicionamento a respeito de muitos modismos que se originaram no Ministério da Igreja Batista da Lagoinha, contudo, devemos elogiar os posicionamentos sensatos, como por exemplo o apresentado no VIDEO a seguir (1 Tessalonisenses 5.21). Concordo plenamente que não devemos impor regras farisaicas sobre como um cristão deve se vestir (Colossenses 2.20-23), mas acredito que é dever da Igreja orientar como devemos nos comportar em uma sociedade corrompida pela sexualidade exagerada. Segue-se ótimas dicas para mulheres cristãs, lembrando que trata-se de um congresso para mulheres, por este motivo, não se ressalta o papel masculino. Todavia o homem cristão deve fazer uma auto avaliação sobre como tem se comportado neste mundo repleto de tudo que nos afasta de Deus (1 Coríntios 6.12). Fica a dica! CONFIRA O VÍDEO A SEGUIR E DEIXE SEU COMETÁRIO!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Último dia de aula.




Texto base: Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.”(Malaquias 4.2)
É engraçado como todo fim de ano é a mesma coisa. Tanta correria, faz prova, corrige prova, entrega nota, faz recuperação, corrige recuperação e ainda temos que transferir todas estas notas para várias fichas. Meu amigo é um trabalho sem fim para nós professores! Mas o que me motivou escrever este texto foi a reação de alguns alunos com a entrega final de notas.
Ao chegar em sala de aula com a ficha de notas percebo de longe a expectativa de todos em ver seus resultados, mesmo que durante todo o ano letivo foi informado o critério de avaliação. A cada nota aprovativa é um explosão de alegria, de satisfação, sentimento de alívio e dever cumprido. Contudo, aqueles que passaram o ano inteiro cientes do deveriam fazer e não fizeram, ficam tristes, decepcionados e muitos ainda se dirigem para o professor buscando mais uma chance para ver se conseguem aprovação. Infelizmente só resta ao professor dizer que durante todo o ano foi dada inúmeras oportunidades de aprovação, diversas vezes ele foi informado sobre sua situação e que deveriam dar mais atenção a matéria, contudo, mesmo assim você não levou a sério os avisos, nem se esforçou o bastante, portanto, agora é tarde e não podemos fazer mais nada! Ano que vem você terá outra chance!
Mas o que isto tudo tem a ver com o texto base? É simples, assim como tais alunos que brincam e não assumem compromisso com as matérias escolares e ainda acham que no final do ano irão ser aprovados, assim também ocorre com muitas pessoas em sua caminhada cristã. Jesus afirmou que “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”(Mateus 7.21), deixando claro que muitas pessoas que estão na Igreja (sala de aula), mas não fazem a vontade do Pai (suas atividades de nota) não entrarão no reino dos céus (aprovação final). Parece brincadeira, mas não é! Hoje, Jesus não deseja que ninguém fique “reprovado”(João 6.39), pois seu objetivo não é condenar o mundo, mas salva-lo (João 3.16), mas a semelhança daqueles alunos que não atentaram aos avisos, muitas pessoas preferem viver longe de Jesus, ou ainda fingem estar em “sala de aula”(Igreja), porém não fazem a vontade do Grande Mestre Jesus. Deixo a estes o aviso: o “final do ano” está próximo (Malaquias 4) e neste momento você não poderá pedir misericórdia e nem terá o ano que vem para tentar de novo (Hebreus 9.27), mas terá que ouvir do Mestre a dura expressão: “[...] Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!”(Mateus 7.23)
Fica a dica, estude mais, se dedique mais e esteja sempre atento a voz do Mestre, para que ao final da jornada cristã possamos dizer assim como disse Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.” (2 Timóteo 4.7,8)
Buscando sempre a aprovação em Cristo,
Jefferson Rodrigues

10 FALSOS MOTIVOS PARA NÃO CELEBRAR O NATAL

                                                         Por Ciro Sanches Zibordi

Engana-se quem pensa que os inimigos do Natal são apenas os cristofóbicos da Nigéria, do Sudão, do Egito, do Iraque, do Paquistão e do Irã ou os líderes autoritários de países de maioria muçulmana — como Islom Karimov, presidente do Uzbequistão, que, no ano passado, proibiu a celebração do Natal de Cristo em nome do Estado laico.
Com a aproximação do dia 25 de dezembro, vemos em pregações e mensagens pela Internet líderes, pregadores e crentes em geral atacando a aludida celebração, como se ela fosse pagã e idolátrica. Mal começa dezembro, e alguns cristãos inimigos do Natal — que ironia! — já estão espalhando nas redes sociais textos e vídeos pelos quais satanizam o Natal, como se este trouxesse muitos males à cristandade. Neste artigo (talvez o último sobre o assunto, neste ano) refutarei pacientemente, item por item, o texto preferido dos evangélicos que se opõem ao Natal: “10 motivos para não celebrar o Natal”.
1. “A Bíblia não manda celebrar o nascimento de Cristo”.

Fiquei pensando: “O que os inimigos do Natal queriam, que Deus ordenasse: ‘Celebrai com júbilo o Natal de Cristo, todos os moradores da terra’?” Ora, nem tudo, nas Escrituras, é tratado por meio de mandamentos. A Bíblia é, também, um Livro de princípios, doutrinas, tipos, símbolos, parábolas, metáforas, profecias, provérbios, exemplos, etc. E um grande exemplo foi dado pelos anjos de Deus, que celebraram o Natal de Cristo, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14).
Se há cristãos fanáticos, a ponto de se apegarem à questiúncula de que não existe um mandamento específico para se celebrar o Natal, que parem também de comemorar o Dia do Pastor, o Dia da Bíblia, o Dia da Escola Dominical, o Dia de Missões, a Festa das Nações, o Ano de Gideão, o Ano de Davi, o Ano da Colheita, o Feriado da Visão, o Ano Apostólico, a Semana Profética, etc. Ah, e também parem de receber presentes de aniversário, pois não há nenhum mandamento bíblico para celebrarmos o nosso aniversário!
2. “Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Essa data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo; de acordo com o calendário judaico, Jesus nasceu em setembro ou outubro”. 
Façamos uma conjectura: digamos que, um dia, ocorra um grande avivamento no Brasil, e todos os poderes se convertam ao Evangelho. Conversões em massa acontecem. O Brasil se torna um país 100% evangélico! O governo, então, considerando que 12 de outubro é um feriado religioso, estabelece que essa data será o Dia de Louvor a Jesus Cristo! O leitor se revoltaria contra essa data, sob a alegação de que ela fora outrora consagrada à Senhora Aparecida?
Estudos minuciosos revelam que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Mas essa data é histórica e foi escolhida pela Igreja Católica Romana (casada com o Estado, à época), a fim de induzir os pagãos — que adoravam o sol — a celebrarem o nascimento de Cristo. Em outras palavras, a intenção do imperador romano foi boa! Considerando que já havia uma grande comemoração pagã no mesmo dia, ele induziu a todos a se lembrarem do dia natalício de Cristo na data que eles estavam acostumados a adorar um deus falso!
3. “A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor; e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não o prepara para Ele voltar”.
Será que eu entendi de modo correto? Pessoas se arvoram contra o Natal porque não existe um mandamento específico sobre essa celebração, mas, ao mesmo tempo, apegam-se a uma simbologia “forçada”, com base na festa dos tabernáculos, para se oporem ao Natal de Cristo? Ora, uma das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus é a encarnação do Verbo, isto é, o seu glorioso nascimento (Jo 1.14; 1 Tm 3.16). Aliás, a obra da redenção está em um tripé: nascimento do Senhor, sua morte e sua ressurreição (Gl 4.4; 1 Co 15.1-4). Ignorar o Natal de Cristo é deixar de valorizar uma parte de sua obra salvífica.
4. “O natal é uma festa que centraliza a visão no palpável e esquece do que é espiritual. Para Jesus o mais importante é o Reino de Deus, que não é comida nem bebida, mas justiça e paz no espírito”.
O Natal de Cristo, em si, não é uma festa de comida e bebida. São as pessoas do mundo sem Deus que só priorizam isso, em detrimento de real sentido da celebração em apreço. Quanto ao cristão que se preza, deve ser diferente das pessoas do mundo, a despeito de estar no mundo. Ele não se conforma com o modus vivendi das pessoas do mundo sem Deus (Rm 12.1,2), nem abraça o modo cada vez mais sincrético e consumista de se celebrar o Natal (cf. 1 Co 10.23-32).
Entretanto, a despeito de o Reino de Cristo ser preponderantemente espiritual, somos pessoas normais, que precisam comer, beber, dormir, trabalhar, participar de eventos festivos, etc. Segue-se que se alegrar com a família, no fim de dezembro, com um grande almoço ou jantar, glorificando a Cristo por seu Natal e sua obra vicária, como um todo, é lícito e conveniente ao cristão equilibrado.
5. “O natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão em que muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos”.
A afirmação acima é reducionista, visto que não pondera que o Natal de Cristo subsiste sem o aludido “culto comercial”. A Páscoa, por exemplo, não deixa de ser legítima em razão de ser aproveitada pelo mundo capitalista para explorar o consumismo. Se há uma celebração de Natal que prioriza o comércio, existe, também, uma celebração que prioriza Cristo! Segue-se que o motivo alegado para não celebrar o Natal de Cristo é, além de reducionista, generalizante e preconceituoso.
6. “O natal está baseado em culto a falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o natal pela Igreja Católica Romana, e esta, por sua vez, a recebeu do paganismo, de onde a receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira? O natal é a principal tradição do sistema corrupto, denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiram na antiga Babilônia de Ninrode. Na verdade, suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio”.
Para início de conversa, o argumento acima despreza o fato de o Natal de Cristo preceder e transcender o paganismo que se infiltrou na Igreja Católica Romana. O nascimento do Senhor Jesus foi celebrado até pelos anjos, que exclamaram: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14). E mais: os magos do Oriente adoraram o Menino, ofertando-lhe dádivas, em uma casa — e não na manjedoura —, cerca de dois anos após o seu nascimento, conforme análise cuidadosa de Mateus 2. Ou seja, o Natal de Cristo não é invenção dos pagãos, e sim uma celebração genuinamente cristã.
Segue-se que nos lembrarmos do nascimento de Cristo, descrito na Bíblia, e glorificarmos a Deus por nos ter dado o seu Filho Unigênito é lícito e conveniente. Isso nada tem a ver com Roma, Babilônia, etc. Ademais, o fato de o Natal de Cristo ser celebrado também pela Igreja Católica Romana não o torna idolátrico ou pagão. Caso contrário, a missa, com a sua hóstia, tornaria a Ceia do Senhor igualmente idolátrica, não é mesmo?
7. “O natal não glorifica a Jesus, pois quem o inventou foi a Igreja Católica Romana, que celebra o natal diante dos ídolos (estátuas). Jesus é contra a idolatria e não recebe adoração dividida”.
Esse argumento também é reducionista, posto que ignora o fato de a idolatria ser uma condição do coração. Ela não é um pecado praticado de modo subjetivo. Celebrar o Natal de Cristo não implica idolatria. Esta, à luz do Novo Testamento, é uma ação objetiva, e não subjetiva. A idolatria é praticada de modo consciente. Nesse caso, dizer que o crente que celebra o Natal é idólatra não reflete julgamento segundo a reta justiça (Jo 7.24).
8. “Os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga (que são demônios)”.
Muita coisa que há no mundo tem ligação com o paganismo e a idolatria: comidas, festas, nomes de cidades, costumes, etc. O cristão não precisa ser paranoico quanto a isso. A ele basta ser fiel ao seu Deus, não tomando parte ativa e conscientemente do culto aos deuses. Lembro o leitor, mais uma vez, de que a idolatria é praticada de modo objetivo, e não subjetivo. Opor-se ao Natal por causa dos enfeites cuja origem está ligada ao paganismo e praticar outras coisas de origem pagã é o mesmo que coar mosquitos engolir camelos (Mt 23).
O cristianismo verdadeiro não é fanatizante, como as religiões e seitas pseudocristãs e extremistas, que proíbem doação de sangue, ingestão de determinados tipos de alimento, participação em festas, casamento no templo, trabalho em determinado dia da semana, etc. Somos livres em Cristo (1 Co 10.23-32). Reprovar e até proibir a celebração do Natal de Cristo por causa de Papai Noel, duendes, gnomos, decorações natalinas e outras coisas mundanas é característica de um pseudocristianismo desequilibrado (cf. Ec 7.16,17).
Se quisermos abraçar o legalismo, não podemos falhar em nenhum ponto da lei. Então, pergunto: O crente que se opõe ao Natal de Cristo por causa dos elementos pagãos e consumistas, mencionados neste artigo, também deixa de consumir bolo de aniversário, em razão de sua origem pagã? O que ele pensa sobre o vestido de noiva, o terno e a gravata, as construções que ele visita e as ruas da cidade por onde ele anda? Quase nada, neste mundo, tem origem cristã...
9. “O natal de Jesus não tem mais nenhum sentido profético, pois todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda à terra já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua Segunda vinda”.
Nesse caso, a Bíblia é apenas um tratado de escatologia, que se ocupa exclusivamente de assuntos relativos ao futuro? Ora, as Escrituras apresentam muitas doutrinas escatológicas, porém elas também contêm teologia, cristologia, pneumatologia, antropologia, hamartiologia, soteriologia, eclesiologia e angelologia. Sabemos que o Natal de Cristo está ligado diretamente à cristologia e à soteriologia. Entretanto, como todas as doutrinas bíblicas são intercambiáveis, em Apocalipse 12 há uma menção ao Menino Jesus! Será que o inimigos do Natal sabem disso?
10. “A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser saudades de Jesus, mas na verdade é um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus”.
Desde a minha infância aprendi a celebrar o Natal de Cristo. Lembro-me com muita alegria das peças, poesias e cantatas natalinas, além das maravilhosas mensagens de Natal, ministradas por homens de Deus. A lembrança da encarnação do Senhor propicia alegria na alma, e não tristeza! Prova disso é que vários hinos da Harpa Cristã, hinário oficial das Assembleias de Deus, nos estimulam a celebrar o Natal de Cristo. Vejamos especialmente os hinos 21, 120, 366, 481 e 489.
Apresento, pois, algumas sugestões (ou conselhos) aos cristãos inimigos do Natal de Cristo. Não se deixem influenciar pelo espírito do Anticristo (1 Jo 4.3). Observem que o Diabo deseja, a todo custo, fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22). Em vez de apresentarem inúmeras razões para não celebrarmos o Natal de Cristo, falem da gloriosa encarnação do Verbo (1 Tm 3.16; Jo 1.14; Gl 4.4,5), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)!
Celebremos sem medo o Natal de Cristo! Happy Christmas!

Autor: Ciro Sanches Zibordi- direto do blog cirozibordi.blogspot.com

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

496 ANOS DE REFORMA! SERÁ QUE PRECISAMOS DE OUTRA REFORMA?

Por Jefferson Rodrigues
    Em 31 de outubro de 1517, na Alemanha, um monge da ordem agostiniana de nome Martinho Lutero, iniciaria, um movimento que mudaria de vez a história da cristandade ocidental, a Reforma Protestante. Como pilar básico deste movimento estava o retorno às Escrituras e a simplicidade do Evangelho de Cristo.
     O tempo passou e hoje comemoramos 496 anos desta luz que raiou sobre as trevas medievais. Contudo, no contexto em que foi desenvolvido o movimento evangélico brasileiro, poucos cristãos, especialmente os ditos "gospels, possuem algum conhecimento do movimento que deu origem ao cristianismo protestante atual. Neste sentido, não só perdemos a memória de nossa história, como enveredamos por vários caminhos que distorceram a Verdade genuína de Cristo.Veja esta triste campanha criada pela IURD(Igreja Universal).
Lutero e Calvino teriam preferido a morte a ver isto ser chamado de igreja

       Com base nisto, procurarei apresentar de forma sucinta os 5 pilares sobre o qual se desenvolveu a fé Evangélica Protestante (principalmente o Calvinismo), da qual me considero herdeiro e propagador na atualidade(espero que vocês também!).
Os 5 pilares ficaram conhecidos como SOLAS, expressão de origem latina, que significa somente, só, ou unicamente. As “5 solas”, são: SOLA ESCRIPTURA, SOLA CHRISTUS, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLORIA. Veremos então, de forma resumida, o que cada uma destas “solas” representou para  a formação do pensamento Bibliocêntrico dos protestantes.
SOLA ESCRIPTURA: Este ponto ressalta a Palavra de Deus como ÚNICA fonte de autoridade para o Cristão (João 14.13;17.17; 2 Timóteo 3.16). Este posicionamento retira de cena a autoridade de qualquer dogma, tradição ou determinação humana que não seja centrada na Bíblia Sagrada. Portanto, nada que um “super ungido” dos tempos atuais disser valerá apena ouvir se contradisser os ensinos bíblicos, assim como foi com o Vaticano em 1517 na era da Reforma!
SOLA CHRISTUS: Somente Cristo (João 1.43-45; 14.6; Atos 3.18; 17.2-3; II Tim. 3.14-15; I Ped. 1.10-12; Rom. 1.1-3; 16.25-27)!Este deve ser o centro da mensagem cristão. Sem mediadores ou medianeira, sem falsos Evangelhos onde o homem é o centro. Somente Cristo! Sem rodeios ou enfeites. A mensagem da Cruz é o centro!
SOLA GRATIA: Aponta para a infinita misericórdia de Deus, onde somente a sua Infinita Graça nos constrange e nos aproxima de Deus (Ef 2.8,9). Somos salvos, unicamente pela Graça! Não precisamos de sacrifícios, ou de indulgencias modernas, oferecendo grandes ofertas para herdamos as bênçãos de Deus. Somente a graça de Deus nos é necessária, por isso disse o Senhor: “ a minha Graça de basta!(2 Coríntios 12.9)”
SOLA FIDE: Este artigo destaca a fé como único mecanismo de salvação do homem. A Declaração de Cambridge assim define: “Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.( Salmos 84:12, Isaías 64:6, II Crônicas 20:20, Mateus 7:22-23, Lucas 5:20, Lucas 18:10-14, Lucas 23:40-43, João 3:16, João 3:18, João 6:28-29, João 5:24, João 6:40, João 6:47, Atos 10:43, Atos 16:31, Apocalipse 14:12-13)
SOLI DEO GLORIA: Tudo deve ser feito para a Glória de Deus (Jeremias 24.7; Lucas 2.14; Atos 12.23; Romanos 4.20;11.36)! O culto, o trabalho, e toda obra deve ser centrada para agradar a Deus e não aos homens. Assim nos diz a Palavra de Deus: Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”(Romanos 11.36). Assim deve ser nossa obra, TUDO DEVE SER PARA ELE. De nada adianta ter em nossos templos, todos os recursos, se contudo, não centrarmos para o Louvor e engrandecimento do Senhor Jesus. A mesma Declaração de Cambridge nos diz: Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.” Parece que vejo a tal da Teologia da prosperidade sendo alvo deste artigo, pois para tais pregadores a Glória deve ser dada aos homens e tudo, em todo tempo deve ser voltado para a satisfação pessoal!
Ao fazermos esta breve analise sobre as “5 Solas”, podemos perceber o quanto estamos distante dos princípios que nortearam a fé Evangélica e Bíblica. Que o Senhor abra nossos olhos e possamos retornar ao Evangelho baseado na Palavra de Deus!


Por uma nova Reforma,
Jefferson Rodrigues

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

VIDEO COMPLETO: A ERA VARGAS POR BORIS FAUSTOS





Dica do Professor Jefferson: Devido a proximidade do ENEM e de outros vestibulares decidi postar este documentário sobre um importante período histórico do Brasil: A Era Vargas. Lembrando que este documentário é exibido por um grande historiador brasileiro, Boris Fausto. Não teremos o que reclamar de sua aula! Boa sorte e estude sempre mais!