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sexta-feira, 31 de maio de 2013

OS LÍDERES E A SÍNDROME DO SUPER HOMEM.



Texto base: “E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” (Mateus 10.1)

Às vezes me perguntava sobre a razão que levou Jesus a escolher discípulos para levar a sua mensagem, tendo em vista  que Ele é o próprio Deus (João 10:30). Acredito que hoje tenho uma resposta consistente, mas antes de dar esta resposta quero falar sobre outra coisa, a síndrome de super homem.

Imaginem que muitas pessoas que estão à frente de trabalhos na Igreja se consideram com super poderes, onde em suas mãos está a razão da existência do universo. Baseados no princípio esdrúxulo do “não toqueis no ungido do Senhor” (1 Crônicas 16:22), e de uma hermenêutica raquítica do mesmo versículo, aproveitam para dar vazão as suas ambições humanas de prepotência ditatorial.
Não percebem que a obra de Deus é de Deus e não de homens! Não é por ser o irmão Zé das quantas que Deus dará mais atenção, se o Senhor permitiu que você ocupe um cargo específico na obra de Deus é para que dê bons frutos e que estes frutos permaneçam, ou seja, produzam novos frutos (Mateus 7:17). De nada adiantará acreditar que a obra acontece por sua causa, mas uma vez eu repito meu irmão, Deus não precisa de você, você é que precisa de Deus!
Devemos aprender que Jesus nos ensinou amar nossos irmãos e respeitá-los. Se você está na condição de líder, aprenda uma coisa: no Reino de Deus aquele que deseja ser o maior será considerado o menor (Lucas 9:48). Precisamos uns dos outros, Paulo nos ensina que a Igreja de Cristo é um corpo, portanto não há parte mais importante que a outro (1 Coríntios 12:25), todos tem sua importância para o perfeito funcionamento do corpo (Igreja). Sendo assim, acredito que não somos super homens (mulheres) para suportamos tudo sozinho na Igreja. Muito menos somos dotados de super poderes para saber mais que todos, ou ainda sermos os donos da única verdade no meio do corpo de Cristo.

Por fim apresento a resposta sobre a escolha dos discípulos feita por Jesus. Poderíamos falar sobre diversos pontos teológicos a este respeito, mas uma simples resposta me basta: Jesus assim o fez para nos dar o exemplo de que precisamos uns dos outros e só assim a Igreja torna-se um corpo unido por e em Cristo!






Servindo em Cristo,

Jefferson Rodrigues

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CHARLES ESPURGEON E OS APOSTOLOS TUPINIQUINS COM SUAS MANIAS DE TÍTULOS

Charles Haddon Spurgeon (1834-92) foi o mais conhecido pregador da Inglaterra pela maior parte da segunda metade do século dezenove. Spurgeon converteu-se em Colchester em 6 de janeiro de 1850, e foi batizado no Rio Lark em Isleham em 3 de maio de 1850. Pregou seu primeiro sermão na cidade de Cottage, neste mesmo ano.  Em 1854, apenas quatro anos após sua conversão,  então com apenas vinte anos, se tornou pastor da famosa Igreja Batista de New Park Street em Londres (anteriormente pastoreada pelo grande teólogo John Gill). 

A congregação rapidamente cresceu mais do que seu prédio poderia comportar, mudando-se então para o Exeter Hall, e de lá para o Surrey Music Hall. Nestes locais Spurgeon freqüentemente pregava para audiências com mais de 10.000 pessoas. Em 1861 a congregação se mudou definitivamente para o recém construído Tabernáculo Metropolitano.

Os sermões do Spurgeon foram e ainda são amplamente distribuídos e  traduzidos em muitas línguas. O conjunto dos trabalhos impressos de Spurgeon do denomindao principe dos pregadores é volumoso.

As pessoas que ouviam Spurgeon, naquela época, faziam consideraçơes sobre ele que deixariam qualquer evangélico orgulhoso. O jornal The Times publicou, certa ocasiăo, a respeito do pastor inglês: Ele pôs velha verdade em vestido novo. Já o Daily Telegraph declarou que os segredos de Spurgeon eram o zelo, a seriedade e a coragem. Para o Daily Chronicle, Charles Spurgeon era indiferente à popularidade; um gênio, por comandar com maestria, uma audiência. O Pictorial World registrou o amor de Spurgeon pelas pessoas.

Spurgeon escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda săo muito lidos, dentre eles: O Tesouro de Davi (sobre o livro de Salmos), Manhă e Noite (devocional) e Mateus - O Evangelho do Reino. Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Na ocasiăo em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixăo o texto de Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra.

Caro leitor,  por acaso você sabia que esse grande homem de Deus recusou a ordenação pastoral, como também o título de Reverendo? Spurgeon dizia que reverência deveria ser dada somente ao Senhor.

Pois é, a atitude de Spurgeon é tão diferente dos pastores, e apóstolos dos nossos dias não é verdade?  Lamentavelmente em nosso país existem inúmeros líderes cristãos que desejam ostentação e títulos. Outro dia fiquei sabendo de um pastor que  numa cerimônia suntuosa foi "coroado" apóstolo". Há pouco,  relatei o episódio ocorrido a um pastor de em Niterói, que da noite pro dia virou bispo presidente.

Prezado amigo, duvido que qualquer um desses apóstolos, bispos e pastores tenham feito mais pelo Reino do que Spurgeon. Confesso que essa mania tupiniquim por títulos eclesiásticos me assusta profundamente.

Com lágrimas nos olhos sou obrigado a concordar com o fato de que essa corja apostólica não está preocupada com a glória de Deus e sim exclusivamente com a exaltação de seus nomes, os quais acreditam sejam célebres e magnânimos.

Renato Vargens-direto do blog renatovargens.blogspot.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

7 RAZÕES PORQUE OS EVANGÉLICOS ABANDONARAM AS ESCRITURAS


Por Renato Vargens

Parte da igreja evangélica brasileira encontra-se mergulhada nas mais incongruentes distorções teológicas. Basta olharmos para os nossos arraiais que percebemos a complicada situação vivenciada por aqueles que se dizem cristãos. De certa forma acredito  isso se deva ao fato de termos abandonado as Escrituras. 

É claro que a relativização da Bíblia não se deu de uma hora para outra. Na verdade, ouso afirmar que o abandono das Escrituras Sagradas se deu paulatinamente, proporcionando a longo prazo a miscigenação do evangelho.

Isto, posto, gostaria de elencar algumas razões porque os evangélicos abandonaram as Escrituras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

OS LÍDERES E A SÍNDROME DO SUPER HOMEM.


Texto base: “E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” (Mateus 10.1)
Às vezes me perguntava sobre a razão que levou Jesus a escolher discípulos para levar a sua mensagem, tendo em vista  que Ele é o próprio Deus (João 10:30). Acredito que hoje tenho uma resposta consistente, mas antes de dar esta resposta quero falar sobre outra coisa, a síndrome de super homem.
Imaginem que muitas pessoas que estão à frente de trabalhos na Igreja se consideram com super poderes, onde em suas mãos está a razão da existência do universo. Baseados no princípio esdrúxulo do “não toqueis no ungido do Senhor” (1 Crônicas 16:22), e de uma hermenêutica raquítica do mesmo versículo, aproveitam para dar vazão as suas ambições humanas de prepotência ditatorial. Não percebem que a obra de Deus é de Deus e não de homens! Não é por ser o irmão Zé das quantas que Deus dará mais atenção, se o Senhor permitiu que você ocupe um cargo específico na obra de Deus é para que dê bons frutos e que estes frutos permaneçam, ou seja, produzam novos frutos (Mateus 7:17). De nada adiantará acreditar que a obra acontece por sua causa, mas uma vez eu repito meu irmão, Deus não precisa de você, você é que precisa de Deus!
Devemos aprender que Jesus nos ensinou amar nossos irmãos e respeitá-los. Se você está na condição de líder, aprenda uma coisa: no Reino de Deus aquele que deseja ser o maior será considerado o menor (Lucas 9:48). Precisamos uns dos outros, Paulo nos ensina que a Igreja de Cristo é um corpo, portanto não há parte mais importante que a outro (1 Coríntios 12:25), todos tem sua importância para o perfeito funcionamento do corpo (Igreja). Sendo assim, acredito que não somos super homens (mulheres) para suportamos tudo sozinho na Igreja. Muito menos somos dotados de super poderes para saber mais que todos, ou ainda sermos os donos da única verdade no meio do corpo de Cristo.
Por fim apresento a resposta sobre a escolha dos discípulos feita por Jesus. Poderíamos falar sobre diversos pontos teológicos a este respeito, mas uma simples resposta me basta: Jesus assim o fez para nos dar o exemplo de que precisamos uns dos outros e só assim a Igreja torna-se um corpo unido por e em Cristo!


Servindo em Cristo,
Jefferson Rodrigues