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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SANSÃO COMETEU SUICÍDIO? É PREFERÍVEL SER UM CRENTE FIEL MORTO À UM HERÓI LONGE DO SENHOR.

Por Jefferson Rodrigues

Gostamos de fama. Sim, o ser humano gosta de ser visto, lembrado e aplaudido. Este fato nos impulsiona a medir nossa glória em conformidade com o nível de aprovação que os homens nos dão. Muitas vezes somos tentados a pensar que mesmo vivendo em desacordo com a vontade de Deus está tudo bem, desde que continuemos a ser vitoriosos em nossas batalhas.

Para Sansão esta pareceu ser sua metodologia de vida. Talvez pensasse o nazireu: “enquanto estou conquistando vitórias é sinal de que Deus continua comigo”. O que ele não percebia é que a única coisa que o mantinha na linha de frente era a utilidade que o SENHOR encontrava nEle. Sim, Sansão era apenas um instrumento com prazo de validade contado nas mãos do Senhor!

O juiz fanfarrão se movia impulsionado pelos seus instintos de violência, desejos carnais desenfreados e uma busca incessante pela fama meramente humana. Nos três capítulos do livro de Juízes (13-16) que tratam sobre a trajetória de Sansão não o encontramos buscando a presença de Deus, tendo intimidade com Deus ou ainda confiando em Deus para alcançar vitórias. Pelo contrário, vemos alguém prepotente, encantado pelas suas próprias conquista e distante de Deus.

O fim de Sansão era inevitavelmente previsível. Ele seria derrotado. Não por Dalila, mas seria derrotado por si mesmo, pelas suas escolhas e por fim pelo Senhor que já havia dito aos israelitas antes de entrar na terra prometida: “minha é a vingança”(Dt 32.35). O cenário estava montado para que a justa “recompensa” caísse sobre o “Juiz promíscuo”. Ele é preso, humilhado, destituído de todas as suas pomposas vitórias.

Agora cego para o mundo, sem amigos que o corrompesse, sem glórias humanas para o insuflar e servindo de espetáculo para seus inimigos; só restava a Sansão lembrar das promessas que o Senhor Iavé fizera sobre a sua vida e missão, que dizia: “...ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”(Jz 13.5). Sim, seria este homem pecador que daria início a vitória de Israel sobre os Filisteus que só seria concluída cerca de 100 anos depois com Davi.

Pela primeira vez Sansão parece ter intimidade com Deus! Em meio a um espetáculo público, onde o grande herói serviria de “bobo da corte”, Sansão se lembra do Senhor, ele abaixa a cabeça e pela primeira vez o vemos orar com o coração ao dizer: “Senhor Iavé, peço-te que lembre-se de mim e me fortaleça só esta vez, ó Deus...”(Jz 16.28). Sentimos a dor no clamor do juiz humilhado, sentimos a angustia em sua oração, mas também sentimos a verdadeira fé fluir de suas palavras. Sua fé é comprovada pela solicitação de ser colado junto as colunas, mesmo antes de ter certeza que seria ouvido pelo Senhor.

O filho de Manoá, sabia que o Senhor o havia perdoado e que mais uma vez estaria com ele em sua ultima batalha. Sansão não cometera suicídio como muitos pensam. Na verdade junto aquelas colunas ele lutaria a guerra do Senhor, cumpriria sua vocação de conduzir o povo ao livramento dos opressores filisteus. E assim se fez. O Senhor ouviu Sansão e o fortaleceu mais uma vez. E ali junto as colunas do templo de Dagom, o Nazireu destruiu toda a elite dos filisteus, destruindo com este ato mais de 3 mil inimigos do povo de Israel. Era a maior vitória que já tinha conquistado. Era a vitória do Senhor!

O nosso herói morreu em sua ultima batalha. Contudo, sua morte marcou a verdadeira vida. Ele então pode descansar, pois finalmente havia conhecido o Senhor e lutado pelo Deus de Israel. Foi na sua aparente derrota que conheceu intimamente o Grande Eu Sou, foi em sua morte que ele pode ser lembrado entre os heróis da Fé descritos em Hebreus 11.32, sendo contados entre os “homens dos quais o mundo não era digno”(Hb 11.38).

Aprendemos com isso que para Deus é mais importante um crente fiel morto do que um herói aclamado por todos vivo. Os erros de Sansão servem de alerta para todos nós. Todavia, sua lição final nos diz que mesmo quando tudo está aparentemente perdido, ainda é possível clamar ao Senhor e Ele nos ouvirá. Confiemos no Senhor, pois a vitória é possível!

Em Cristo, Jefferson Rodrigues 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

10 RAZÕES PARA A PREGAÇÃO DA PALAVRA SER O CENTRO DOS NOSSOS CULTOS

 Por Renato Vargens
O reformador francês João Calvino via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte: "Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim. ", dizia ele.

Para Calvino a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus - “Quando nos reunimos em nome de Deus”, ele dizia, “não é para ouvir meros cânticos" (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser “sem exibição”, para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador pudesse ser honrado e obedecido.

A luz deste background gostaria de trazer 10 razões porque a pregação das Escrituras deve ocupar o centro do nosso culto:

1- Cristo é exaltado.  As Escrituras quando pregadas exaltam o nome do Senhor. É impossível expor a Bíblia sem que o nome do Eterno seja glorificado.

2- O homem é humilhado. A Exposição das Escrituras aponta para o estado de miserabilidade do homem. A pregação da Bíblia revela quem somos, nossas incongruências, idiossincrasias e pecaminosidade, revelando-nos que fora de Cristo todos estão mortos em seus delitos e pecados.

3- Somos reanimados no Senhor. As Escrituras quando  pregadas trazem sobre a finitude humana, o poder infinito de um Deus Soberano proporcionando com isso o reascendimento da chama da esperança.

4- Nossa psiquê é envolvida por graça. A Palavra de Deus quando pregada traz remédio para a alma cansada, refrigério para o abatido, alento para o desesperançoso.

5- A Igreja é edificada. Quando a Bíblia é proclamada nossas igrejas são edificadas. A exposição das Escrituras, ao contrário dos movimentos vazios contemporâneos, fazem com que o povo de Cristo cresça no conhecimento do Senhor.

6- Somos protegidos dos erros doutrinários. Calvino costumava dizer que as Escrituras Sagradas é o escudo que nos protege do erro. A Bíblia quando pregada nos traz orientações importantíssimas que se aplicadas em nosso cotidiano nos protegem das heresias e distorções teológicas propagadas pelos falsos profetas.

7- Nos tornamos pessoas mais comprometidas com Cristo. As Escrituras quando pregadas nos desafiam a viver como Cristo viveu. A Bíblia quando proclamada nos leva a desejarmos viver a vida cristã de forma santa, pura e abnegada.

8- Vivemos para a glória de Deus. A Bíblia quando pregada leva-nos a querer viver exclusivamente para a glória de Deus. 

9- Ansiamos pela volta do nosso Redentor. As Escrituras quando proclamadas nos levam a ima santa ansiedade pelo glorioso dia em que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores voltará para  a sua igreja.

10- Somos reavivados. A Bíblia quando pregada reaviva nossa alma, aquece os corações, desperta-nos para oração, desafia-nos a intercessão enchendo nossos corações com o santo desejo de estar continuamente em sua santa presença.

Pense nisso!

Renato Vargens-direto do blog renatovargens.blogspot.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

TRÊS VERDADES BÍBLICAS SOBRE O AMOR

Texto base: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (1 João 4.8)



Se existe um tema que a Igreja parece ter esquecido é o Amor. Cansei de ver alguns irmãos “torcerem” o rosto quando se anuncia que a mensagem que será pregada fala sobre Amor. Parece que tal temática está fora de moda, ou ainda não diz respeito a mensagem de Cristo. Ledo engano, esta é a própria mensagem do Senhor Jesus (João 3.16). O amor é cantado, falado e anunciado desde o Antigo Testamento e finda com a Revelação final do Senhor. Toda a Bíblia nos fala sobre amor, seja ele no sentido carnal, de desejo (Eros) ou no sentido pleno, espiritual (Ágape). Contudo, deixarei três verdades - poderiam ser mil ou mais - que a Palavra fala sobre o Amor (Ágape), vejamos:


1.   Amor não é paixão. (1 Coríntios 13.7)

Apesar da paixão (amor Eros) ser um sentimento inerente a natureza humana, pois baseia-se no olhar, no desejo, no enlace entre homem e mulher, como podemos ver Salomão expressando todo seu desejo e paixão pela sua noiva Sunamita (Cantares 4.9,10). Não obstante, este sentimento nunca pode ser confundido com o Amor, pois a paixão pode acabar, é como chuva de verão , vem de forma torrencial, mas assim como vem ela também se vai rapidamente. A paixão pode levar o homem ou mulher a cometer loucuras que depois irá se arrepender, pois este sentimento se baseia apenas nos desejos do coração, e Palavra de Deus assim nos fala sobre isto: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”(Jeremias 17.9)

Neste sentindo, devemos observar que diferentemente do Amor que tem como símbolo maior a doação (1 Coríntios 13.7), a paixão é egoísta e tem como objetivo principal a satisfação pessoal, mesmo que isto implique em desgraça na vida de alguém (2 Samuel 11.1,2;13.15). Portanto, podemos tranquilamente definir que amor não é paixão!

2.   Amor não é invejoso (Romanos 12.9)

Quando pensamos em inveja, ligamos diretamente a disputas e contendas entre os irmãos, tanto que Paulo nos diz : “Andemos honestamente, como de dia; [...] nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.”(Romanos 13.13). Assim entendemos que a inveja está ligada às brigas existentes na Igreja e que tem por finalidade a morte espiritual de muitos irmãos. A Palavra de Deus é bem clara ao afirmar que “Deus é Amor” (1 João 4.8), contudo, está mesma Palavra nos orienta a amar nossos irmãos sem hipocrisia, sem fingimento ou falsidade (Romanos 12.9;13.9) e portanto, não devemos ter inveja do irmão que canta melhor, prega melhor, é mais alto, mais forte, mais rico, enfim, daqueles que acreditamos serem de algum modo superior a nós. O verdadeiro amor não sente inveja, nem ciúmes do irmão, antes sente prazer com a vitória do próximo (Tiago 5.13), se alegra na alegria do irmão (1 Coríntios 13.4).

Muitos tem afirmado que amam a Deus, que tem entregue suas vidas em prol da obra de Deus, mas infelizmente estes mesmos são incapazes de contemplar a vitória do irmão, sem antes causar discussão, contendas. Para tais pessoas a Palavra de Deus nos adverte que este é um mentiroso (1 João 4.20), pois se não consegue amar ao irmão que está vendo, convivendo dia-a-dia, como então amará a Deus a qual ele não viu? Em vista de tais argumentos, podemos concluir afirmando que o amor não pode ser invejoso, pois “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade” (1 Coríntios 13.4,5)

3.   O amor é doação. (1 João 3.16)

Não existe verdadeiro amor sem entrega total, sem doação, antes esperando o bem estar do próximo ao nosso próprio. A Palavra de Deus nos apresenta a maior prova de Amor dada aos homens, a morte de Cristo Jesus por nós (João 3.16). E como seguidores do Mestre, bem como seus imitadores (1 Coríntios 11.1), devemos amar sem restrições, cuidando, nos preocupando com cada um daqueles que necessitam de nossas ações. Por este motivo João nos orientou que “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.”(1 João 3.16). O verdadeiro amor se importa com o próximo, por isso devemos “dar vida pelos nossos irmãos”. Como? Dê a sua vida em oração por aqueles irmãos que se afastaram, que estão em dificuldades ou que simplesmente estão vivos e sujeitos as investidas do inimigo. Dê a sua vida através dos cuidados com os necessitados (2 Coríntios 9.9), daqueles que muitas vezes não possuem nem o alimento. Dê a sua vida por Amor, entregue-se ao trabalho de resgate de milhares de almas que padecem, pois o verdadeiro amor consiste em dar a vida por nossos irmãos!

Ainda que você se sinta perseguido por alguma pessoa, ou afligido, saiba que devemos orar por tais pessoas e lembrar que o verdadeiro amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”(1 Coríntios 13.7). Fazendo desta forma mostraremos que “[...] Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.(Gálatas 2.20)




Amado por Cristo,

Jefferson Rodrigues.

domingo, 18 de março de 2012

TRÊS VERDADES BÍBLICAS SOBRE O AMOR.


Texto base: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (1 João 4.8)

Se existe um tema que a Igreja parece ter esquecido é o Amor. Cansei de ver alguns irmãos “torcerem” o rosto quando se anuncia que a mensagem que será pregada fala sobre Amor. Parece que tal temática está fora de moda, ou ainda não diz respeito a mensagem de Cristo. Ledo engano, esta é a própria mensagem do Senhor Jesus (João 3.16). O amor é cantado, falado e anunciado desde o Antigo Testamento e finda com a Revelação final do Senhor. Toda a Bíblia nos fala sobre amor, seja ele no sentido carnal, de desejo (Eros) ou no sentido pleno, espiritual (Ágape). Contudo, deixarei três verdades - poderiam ser mil ou mais - que a Palavra fala sobre o Amor (Ágape), vejamos:

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Se os tubarões fossem “líderes” religiosos modernos...



Recentemente tive acesso a um texto que há muito tempo não lia, chama-se “Se os tubarões fossem homens”. Esta obra foi escrita no início do século XX, pelo poeta alemão e comunista Bertold Brecht, onde o autor traça uma forte crítica a sociedade capitalista moderna. Quanto a crença religiosa do autor, em nada nos acrescentará, contudo o teor de sua crítica esta bem viva, não apenas em nossa sociedade, mas especialmente, em nossas Igrejas. Vejamos, a nossa humilde paráfrase do texto:

“Se os tubarões fossem “líderes” religiosos modernos...

Sem dúvidas eles criariam no fundo mar umas imensas caixas, que chamariam de templos, onde teriam ar condicionados, cadeiras confortáveis, símbolos judaícos, bandeiras de Israel e tudo que desse um “ar de sobrenatural” a estas caixas, para que os peixinhos que lá entrassem se sentissem encantados com toda a estrutura e nem percebessem que estavam sendo enganados pelos discursos dos tubarões e serviriam posteriormente como alimentos para eles.

Se os tubarões fossem “líderes” religiosos modernos....

Eles encantariam os peixinhos pelo seu tamanho e poder. Ensinariam a eles que quanto mais se entregassem em sacrifícios, mais eles seriam abençoados e chegariam a ser como os grandes tubarões. Mostraria que quanto mais eles fizessem um voto grandioso, esquecendo-se inclusive de suas famílias, eles teriam o tão invejado “poder” que foi entregue aos tubarões, e que somente eles, os tubarões, poderiam dar aos pobres peixinhos. Os tubarões diriam que somente na sua caixa os peixinhos encontrariam a verdade, pois receberão uma revelação “sobrenatural” e ninguém poderia julgá-los!

Se os tubarões fossem “líderes” religiosos modernos....

Criariam logo uma rede de rádio, TV e fundariam uma escola de formação de “lideres”, onde poderiam propagar para mais peixinhos que o melhor lugar para estarem era em suas caixas e que lá teriam poder e seriam semelhantes a eles. Muitos peixinhos desejosos em serem iguais aos tubarões iriam defendê-los e dizer que eles só querem o bem dos peixinhos, portanto, seguindo os tubarões seriam felizes.

Através de seus programas de TVs, encantariam mais peixinhos e arrebanhariam alguns outros peixes livres para as suas caixas e desta forma teriam “alimento” para um bom tempo. Nas escolas de formação deixariam vagas para alguns peixinhos, que se sentiriam lisonjeados e trabalhariam duro para encherem novas caixas para os tubarões.

Veríamos inclusive guerra entre grandes tubarões através de seus programas de rádio e TV. Se ofenderiam, trocariam acusações, defenderiam as suas verdades e acusariam o outro tubarão de desejar apenas se alimentar dos indefesos peixinhos. Contudo, no final de tudo todos os tubarões almejavam a mesma coisa: comer os peixinhos!

Se os tubarões fossem “líderes” religiosos modernos....

Os peixinhos não conseguiriam ver seu fim, pois já estavam fascinados com a possibilidade de ter poder, de serem iguais aos grandes tubarões. Mas nada disto, admiração, fidelidade e dedicação, livrariam os pobres peixinhos de servirem apenas para uma coisa: ALIMENTAR OS TUBARÕES!

Resumindo: Se os tubarões fossem "líderes" modernos, eles se auto proclamariam Patriarcas, Apóstolos, Bispos ou talvez semi-deuses!


Reflexivamente em Cristo,

Jefferson Rodrigues

sábado, 17 de dezembro de 2011

Não sou de ferro! Sou de barro!


Texto base: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. (2 Cor 4:7)

Sabe quando você acorda e parece que aquele dia não é pra ser vívido, ou que você está no lugar errado, meio assim: Pare o mundo que eu quero descer! Pois é meus amados, tem dias que me sinto assim. Tem dias que acordo desanimado, sem vigor e pensando que a vida não faz sentido. Digo a todos: sou de barro! Não sou de ferro!

Percebo que um grande mal que aflige a Igreja, em especial, a liderança é a síndrome do Super Homem. Parece que somos feitos de ferro e que nunca sentimos necessidadeS, ou simplesmente necessidade. Necessidade de conversar, não sobre discussões teológicas intermináveis, mas simplesmente falar coisas simples, bobas e alegres. Necessidade de ser ouvido e não apenas estar sempre pronto para dar uma resposta sábia que todos esperam. Necessidade de errar. Não errar o alvo (pecar, pecado), mas errar na opinião, errar na certeza, voltar e refazer tudo de novo. Temos necessidades, temos angustias e sabe de uma coisa, não estou só!

A bíblia apresenta diversos servos de Deus que se angustiaram que passaram por momentos de desanimo ou até mesmo quiseram desistir. Davi escreve diversos Salmos em meio à tribulação e angustia (Salmo 69:17). Elias encontra-se em tamanha aflição que prefere esconder-se em uma caverna (1 Reis 19:9). Paulo clama ao Senhor por três vezes para que lhe fosse tirado um espinho da carne (2 Coríntios 12:9), mostrando que já não agüentava mais aquela aflição e no final da sua vida preso em Roma escreve a Timóteo dizendo que “ninguém me assistiu na minha primeira defesa , antes todos me desampararam . Que isto lhes não seja imputado.(2 Timóteo 4:16)”, mostrando que estava passando por aflições, tanto que no versículo 9 ele diz a Timóteo “procura vir ter comigo depressa”. São todos exemplos de servos de Deus, mas são todos homens, frágeis, vasos de barro. E por que barro?

Barro significa simplicidade, barro apresenta um caráter de fragilidade, pode ser quebrado. O vaso de barro depende daqueles que cuidam dele, se não houver cuidado especial ele poderá se quebrar. Mas, destacamos um ponto essencial em ser vaso de barro: ainda que se quebre sempre poderá ser refeito nas mãos do Oleiro ( Jeremias 18:4), na mão Daquele que tudo criou. Sempre o Eterno Oleiro poderá fazer um vaso ainda melhor, um vaso de honra na casa de Deus (2 Timóteo 2:20) e este Oleiro celestial estará sempre disposto a dizer a estes vasos: “a minha graça de basta (2 Coríntios 12:9)” e que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.(Salmo 30:5)

Que eu possa ser sempre este vaso de barro, e que os amados irmãos também sejam. Para que o Oleiro esteja sempre nos quebrando e fazendo de nós um vaso ainda melhor!

Em Cristo,

Jefferson Rodrigues.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VÍDEO: EMOCIONANTE...REPETIÇÃO LEVA A DECEPÇÃO.

Nota do História com Cristo: Este filme chama-se Vida Maria e mostra o triste ciclo na vida de uma Maria, que pode ser tantas. Devemos refletir nesta história e lembrar que nem tudo que fazemos a vários anos em nossas vidas é o melhor ou é aquilo que Deus determinou para nós. Você pode mudar a sua História, pois com Jesus podemos tudo Nele que nos fortalece!(Fp 4.13)


domingo, 16 de outubro de 2011

Desabafo de Salomão: Tudo é inutil!


Texto base: "Que grande inutilidade!", diz o mestre. "Que grande inutilidade! Nada faz sentido!" (Eclesiastes 1.2, NVI)

Você já leu o livro de Eclesiastes? Se não leu, eu verdadeiramente recomendo! É um livro que mostra alguém que viveu bastante, que já passou por poucas e boas e no fim percebeu que nada valeu apena.

Às vezes me sinto vítima destas vaidades (inutilidades) que tanto o Pregador Salomão denunciou em suas palavras. Vivemos numa sociedade onde somos sufocados pela imprensa com seu marketing, pelo consumo capitalista, por uma enxurrada de informação que a todo tempo nos diz: tudo isto ainda é pouco, você precisa de mais. É um sentimento que nos causa insatisfação constante, nada está bom e nós sempre estamos infelizes. Para alguns estudiosos vivemos na geração da depressão, da solidão, da tristeza. Mas como pode tudo isto, se nunca produzimos tanto, se nunca compramos tanto, estudamos tanto? A resposta é bem simples: tudo isto é inútil!

Ao falar sobre inutilidades ou vaidades, Salomão se referia justamente a busca desenfreada por riquezas, por construir palácios, acumular mais e mais bens. Ele escreve este livro na sua velhice e percebe que toda uma vida de correria, de agonia, de prazeres momentâneos, não satisfizeram o desejo de seu coração. É como se houvesse um vazio pleno no peito do mestre Salomão. Este vazio perdurou durante toda a sua vida de busca por fama e glória. É provável que assim como nós, Salomão valorizou as coisas erradas durante a sua vida, mas o que realmente vale apena?

Não quero com este texto fazer uma apologia a negligência, ou mesmo a uma vida ociosa, pois Paulo já nos orientava “que aquele que não quiser trabalhar, não coma” (2 Tessalonicenses 3.10). Portanto, sabemos do valor de uma vida produtiva e sabemos que o Reino de Deus já esta entre nós (Lucas 17.21), sendo assim devemos trabalhar para o crescimento deste Reino. Mas o meu questionamento está naquilo que realmente valorizamos. Nosso amado Mestre Jesus deixou um grande mandamento: “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos ameis” (João 15.12). Parece utopia filosófica, mas tudo meu caro, passa pelo amor. A vida só faz sentido se realizarmos nossas tarefas com amor, dedicação. Não adianta em nada trabalharmos o dia todo, a noite toda e não amarmos nossas famílias, não dedicarmos tempo para nossos irmãos. De nada vale todos os fins de semana irmos a Igreja, fazermos doações suntuosas, mas se não tivermos Amor, de nada vale. Paulo nos orienta, em 1 Coríntios 13, que se não tiver Amor nada vale apena, poderíamos dizer que tudo é inútil!

Ao falar sobre as angustias do dia-a-dia Jesus nos orientava a buscar aquilo que realmente vale apena, ou seja, o Reino de Deus (Mateus 6.33). E o Reino de Deus nada mais é que o Amor personificado entre os homens. No Reino de Deus é manifesta a paz entre os irmãos, o perdão, a comunhão, o cuidado com o próximo, afinal, este Reino não é feito por mãos de homem, mas da manifestação do Espírito Santo de Deus (Romanos 14.17). Neste reino o predomínio é o Amor!

Amar é o segredo. E amar significa respeitar, obedecer e dar o melhor de nós mesmo para o outro. Por isto Salomão conclui seu livro com a seguinte expressão: Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau. (Eclesiastes 12.13,14).

Portanto, observamos que de nada valerá ganharmos o mundo inteiro e perdemos nossa vida, nossa alma e a companhia daqueles que nos amam realmente (Marcos 8.36). Reflita sobre a sua vida, o seu tempo, suas prioridades e lembre-se que tudo isto é passageiro, tudo isto é vaidade!


Amorosamente em Cristo,

Jefferson Rodrigues