terça-feira, 16 de maio de 2017

RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PMPI- CONSELHO DE DISCIPLINA



CONSELHO DE DISCIPLINA

1) (NUCEPE/CFS-2012) A Lei Estadual 3.729, de 27 de maio de 1980, trata do Conselho de Disciplina. Sobre esse processo administrativo, marque a opção ERRADA.
A) Destina-se a apreciar a incapacidade das praças, com estabilidade assegurada, de permanecerem na ativa, bem como das praças reformadas ou na reserva remunerada de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram.
B) Será composto de 03 (três) oficiais, podendo o escrivão ser um capitão.
C) As praças da ativa, ao serem submetidas a Conselho de Disciplina, serão afastadas do exercício de suas funções.
D) Ser-lhe-ão submetidas as praças estáveis acusadas oficialmente ou por meio lícito de comunicação social de terem procedido incorretamente no desempenho do cargo de que estejam investidas.
E) São competentes para o nomearem o Comandante- Geral e o Corregedor da PMPI.


2)(NUCEPE/CFS-2012) Analise os itens abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. O Conselho de Disciplina deve criar às praças a ele submetidas condições para se
defenderem, ou seja, garantir-lhes o contraditório e a ampla defesa.
II. O Conselho de Disciplina será nomeado “ex-ofício”, isto é, a autoridade competente deve
aguardar ofício ou expediente correspondente comunicando a conduta irregular da praça para o ato de nomeação da comissão processante.
III. O libelo acusatório é peça imprescindível do Conselho de Disciplina, sendo sua ausência favorável à defesa do acusado.
a) Apenas I e II são verdadeiros.
b) Apenas I e III são verdadeiros.
c) São falsos os itens II e III.
d) Todos são verdadeiros.
e) Todos são falsos.

3.( NUCEPE/CFC-2012) O Conselho de Disciplina, criado pela Lei Estadual
3.729, de 27 de maio de 1980, é um processo administrativo disciplinar militar destinado às praças estáveis ou da inatividade que cometerem conduta irregular prevista nessa lei.
Sobre ele, marque a opção CORRETA.
A) Funcionará, no mínimo, com a maioria de seus membros, em local onde seu Presidente julgar indicado para apuração do fato.
B) São competentes para o nomearem o Governador do Estado e o Comandante-Geral da PMPI.
C) Dentre os casos, previstos na lei, de submissão a Conselho de Disciplina estão a
conduta (civil ou Policial Militar) irregular ou prática de ato que afete a honra pessoal, a
administração, o pundonor Policial Militar ou o decoro da classe.
D) Ao acusado será assegurada ampla defesa, como, dentre outros direitos, prazo de 03 (três) dias para apresentar suas razões finais de defesa.
E) Prescrevem-se em 06 (seis) anos, contados da data de nomeação da Comissão Processante, os casos previstos nessa lei.

4. (NUCEPE/CFSD-2013). Analise os itens abaixo e marque a opção INCORRETA.
A) Do Conselho de Disciplina poderá resultar, conforme o caso, arquivamento do processo, aplicação de pena disciplinar, remessa dos autos à Justiça Militar estadual ou efetivação de reforma da praça acusada ou sua exclusão, a bem da disciplina.
B) Da decisão do Conselho de Disciplina e da posterior solução da autoridade competente,
caberá recurso, que terá prazo de 10 (dez) dias.
C) Dentre os casos, previstos na lei, de submissão a Conselho de Disciplina estão a conduta (civil ou policial-militar) irregular ou prática de ato que afete a honra pessoal, a
administração, o pundonor policial-militar ou o decoro da classe.
D) A decisão do Conselho de Disciplina será tomada sempre por unanimidade dos votos
de seus membros.

5. (NUCEPE/CFSD-2013) O “Conselho de Disciplina” destina-se a apreciar a incapacidade dos Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, com estabilidade assegurada, para permanecerem na ativa, bem como dos Aspirantes a Oficial e das demais praças, reformados ou na reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem. Com relação ao “Conselho de Disciplina”, assinale a alternativa CORRETA.
A) As praças da ativa, Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, ao serem submetidas ao Conselho de Disciplina, permanecerão no exercício de suas funções.
B) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou por ordem superior, será da competência do Governador do Estado do Piauí.
C) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou por ordem superior, será da competência do Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí.
D) Aos membros do Conselho de Disciplina será lícito reperguntar apenas ao acusado sobre o objeto da acusação e propor diligências para os esclarecimentos.
E) Aos membros do Conselho de Disciplina será licito reperguntar apenas às testemunhas sobre o objeto da acusação e propor diligências para os esclarecimentos.



6.(NUCEPE/2013-CFC) De acordo com a Lei nº 3.729, de 27/05/80, que dispõe sobre o Conselho de Disciplina da Polícia Militar e Corpo de Bombeiro do Estado do Piauí, é CORRETO afirmar:
 a) Destina-se a apreciar a incapacidade de todos os Praças, para permanecerem no serviço ativo, bem como, dos Aspirantes a Oficial e Praças reformados ou da reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem.
b) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou ordem superior, será da competência do Governador do Estado do Piauí.
c) Ao acusado serão assegurados o devido processo legal, a ampla defesa e contraditório, tendo após, o interrogatório o prazo de 03 (três) dias para oferecer razões, por escrito, devendo o Conselho de Disciplina fornecer-lhe o libelo acusatório.
 d) Prescrevem-se em 05 (cinco) anos, contados da data em que foram praticados, os casos previstos nesta Lei.

 e) Destina-se a apreciar a incapacidade dos Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, com estabilidade assegurada, para permanecerem na ativa, bem como, dos Aspirantes a Oficial e dos demais Praças, reformados ou na reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem.



GABARITO
1-E; 2-B; 3-C; 4-D; 5-C; 6-E

RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PMPI- RDPMPI


QUESTÕES RDPMPI


1)(NUCEPE/CFSD-2013)- Segundo o “Código Disciplinar da Polícia Militar do Estado do Piauí”, a punição disciplinar de prisão consiste no confinamento do punido em local próprio e designado para tal. Assinale a alternativa correta, com relação aos lugares de prisão.

A) Para o oficial - determinado pelo Comandante no aquartelamento.
B) Para o oficial - determinado pelo Governador do Estado do Piauí nos aquartelamentos.
C) Para o oficial - determinado pelo Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Piauí nos aquartelamentos.
D) Para o oficial - determinado pelo Chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Estado do Piauí nos aquartelamentos.
E) Para o oficial - determinado pelo Comandante Geral ou Chefe do Estado Maior da Polícia Militar
do Estado do Piauí nos aquartelamentos.

2)(NUCEPE 2013/CFC) Quanto à esfera de ação do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Piauí (Decreto nº 3.548/80, de 31/01/80) e competência para sua aplicação na Polícia Militar do Piauí, é INCORRETO afirmar: 
a) A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regulamento é conferida ao grau hierárquico e não ao cargo.
b) Estão sujeitos a este Regulamento os Policiais Militares na Ativa e Inatividade.
c) A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regulamento é conferida ao cargo e não ao grau hierárquico.
d) Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Corporação, a ocorrência exigir uma pronta intervenção, mesmo sem possuir ascendência funcional sobre o transgressor, a autoridade policial militar de maior antiguidade que presenciar ou tiver conhecimento do fato, deverá tornar imediatas e enérgicas providências, inclusive prende-lo “em nome da autoridade competente”, dando ciência a esta, pelo meio mais rápido, da ocorrência e das providências em seu nome tomadas.
e) No caso de ocorrência disciplinar envolvendo militares (Forças Armadas) e policiais militares, a autoridade policial militar competente deverá tomar as medidas disciplinares referentes aos elementos a ela subordinados, informando, pelos canais hierárquicos, sobre a ocorrência, as medidas tomadas e o que foi por ela apurada, ao Comandante Militar da Área.

3) (NUCEPE/2013-CFC) De acordo como o Art. 56, do Decreto nº 3.548/80 (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Piauí), de 31/01/80, são Recursos Disciplinares apenas:

a) O pedido de reconsideração de ato, a queixa e a apelação administrativa disciplinar.
b) A representação, o pedido de reconsideração de ato e a apelação administrativa disciplinar.
c) O pedido de reconsideração de ato, a queixa e a representação.
d) A representação, a queixa e a apelação administrativa disciplinar.
e) A representação, a queixa, o pedido de reconsideração de ato e apelação administrativa disciplinar.

4) (Jefferson Rodrigues/2017) No julgamento das transgressões, conforme previsto no RDPMPI, podem ser levantadas causas que justifiquem a falta ou circunstâncias que a atenuem e /ou a agravem. A respeito deste ponto, analise as proposições abaixos e coloque V (verdadeiro) ou F (falso) e em seguida assinale a ÚNICA opção correta.
(    )Não haverá punição, quando for reconhecida qualquer causa de justificação.
(     ) Ter sido cometida a transgressão apara evitar mal maior ou ter sido cometida a transgressão em defesa própria, de seus direitos onde outrem, deste que não constitua causa de justificação é causa de agravamento.
(    ) Ter abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica e ser praticada a transgressão com premeditação, são ações que agravam a punição
(   ) Justificação e atenuação são ações que possuem o mesmo resultado final.
(     ) Ao se examinar uma transgressão e constatar que ela se deu em virtude de de ignorância, falta de prática no serviço, plenamente comprovada,deste que não atente contra os sentimentos normais de patriotismo, humanidade e probidade, o responsável pelo julgamento deverá justificar a punição.

a)       F, V,V,F,F
b)       V,F,V,F,V
c)       V,F,F,F,V
d)       F,F,V,F,F
e)       V,V.F.F.V



5) (Jefferson Rodrigues/2017) Em conformidade com o Regulamento Disciplinar da PMPI, o policial militar tem em seus assentamentos uma classificação que apresentará seu comportamento. Assim, analise as alternativas e assinale a opção CORRETA, levando em consideração que “o comportamento policial militar da praça deve ser classificada em”:
a) Excepcional – quando, no período de 08 anos de efetivo serviço, não tenha
sofrido qualquer punição disciplinar de natureza gravíssima;
b) Ótimo – quando, no período de 08 anos de efetivo serviço tenha sido punido com até uma detenção;
c) Bom - quando, no período de 02 anos de efetivo serviço tenha sido punido com até duas detenções;
d) Insuficiente – quando, no período de 04 ano de efetivo serviço, tenha sido punido com até duas prisões;
e) Mau – quando, no período de 01 ano de efetivo serviço, tenha sido punido com mais de duas prisões

6)(JeffersonRodrigues/2017)Recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços prestados por policiais militares. Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais, são recompensas
policiais militares, EXCETO:
A) O elogio;
b) As dispensas do serviço;
c)  A dispensa da revista do recolher e do pernoite, nos Centros de Formação, para alunos dos cursos de formação.
d) O elogio coletivo;
e) O recebimento de pecuniário como bônus pelos bons serviços prestados.




GABARITO: 
1-A; 2-A; 3-C; 4-B; 5-E; 6-E


sábado, 10 de dezembro de 2016

ESTUDO SOBRE O NATAL: POSSO CELEBRAR?




Por Jefferson Rodrigues

Texto base: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaias 9.6)
Ao se aproximar o final do ano vemos ocorrer mudanças em toda parte. São luzes, cores, enfeites e por todo lado um apelo ao comércio e à troca de presentes. São apelos comerciais que em nada lembra o real significado da festa em questão, ou seja, o Natal. Por outro lado, uma dúvida surge no meio cristão protestante: devo ou não participar das comemorações natalinas? Tentaremos com este artigo expor, sem extremismo típico de seitas, nosso ponto de vista sobre tal festa, sempre tendo como base a Bíblia e apoiado pela História da Igreja Cristã.
· O Natal na História da cristandade.
No início de minha caminhada em pesquisas teológicas confesso que assumi posições extremistas quanto a história do natal, contudo, com o aprofundar em pesquisas e após me balizar em sábios mestres da Palavra de Deus, pude entender que nem tudo é como acreditamos ser. Muitos fatos, como a possível origem pagã da festa, são comprovados por historiadores; porém, entenderemos melhor como seguiu a história da festa.
De acordo com uma publicação apresentada pela Revista Super Interessante, em dezembro de 2006 (VEJA AQUI), tal comemoração é um reflexo de festas celebradas pelos povos conquistados e anexados pelo Império romano. Esta solenidade era conhecida por Natalis solis invicti, ou Nascimento do Sol Vitorioso. Esta comemoração acontecia no Solstício de inverno, onde em 25 de Dezembro (dia 20 ou 21 no calendário atual) ocorreria a noite mais longa do ano e após uma noite de medo em não haver mais luz, o Sol nasceria novamente renovando as esperanças dos povos românicos. Segundo o teólogo pentecostal Severino Pedro da Silva “o dia 25 de dezembro é mencionado na História como sendo Natal pela primeira vez em 354” (Teologia Sistemática Pentecostal, Silva, 2008, p.132) e com aceitação (313 d.C.) e posterior institucionalização do cristianismo como religião oficial do império romano (391 d.C.), tal data seria mudada em homenagem ao nascimento de Cristo, o Sol da Justiça (Malaquias 4.2), que é a luz verdadeira(João 8.12).
É neste ponto que surge uma velha polêmica: como um cristão pode comemorar uma festa de origem pagã? Ou ainda, tal data foi criada pela Igreja católica paganizada, portanto, não deve ser comemorado pelos cristãos protestantes. Não pretendo persuadir ninguém, mas mostrarei meu ponto de vista. Vejamos:
1. "O Natal é uma festa de origem pagã". Ainda que tal festa tenha origem em uma solenidade pagã, torna-se razoável que tal cerimonia de idolatria fosse mudada para uma comemoração cristã, onde o Salvador veio ao mundo, ou como afirmam Thiago Minami e Alexandre Versignassi (2006) em artigo para a revista Super Interessante, “[...] enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas [paganismo] crescia em Roma: o cristianismo.” Seria como se hoje, os dias referentes ao Carnaval, fossem mudados pela lei para um dia em homenagem a Jesus, onde o Brasil deveria adorá-lo. Trataremos mais adiante deste ponto.
2. "É valido comemorar uma Festa criada pela Igreja Católica romanizada"? Esta segunda indagação requer que a analisemos por uma ótica histórica. Em primeiro lugar é valido ressaltar que durante os séculos IV e V não havia outra religião cristã, se não a oficial romana. E as que haviam eram todas consideradas (e ainda hoje o são) como seitas perigosas e que ainda lançam seus tentáculos sobre o mundo moderno. Exemplo disto é o perigoso Arianismo onde nega a Divindade de Cristo, ou mesmo o Gnosticismo e o Agnosticismo, seitas que negavam a humanidade e a deidade de Jesus. Tal heresia é claramente combatida por João em sua primeira carta (1 João 4.3) e pelo Apostolo Pedro em suas epístolas. Em face disto, entendemos que historicamente e institucionalmente a Igreja Cristã predominante neste período era a romana. Contudo nem mesmo tal denominação entende a data de 25 de dezembro como data real no nascimento de Cristo. Vejamos o que o teólogo Católico Gian Luigi Morgano, diz sobre tal comemoração:
“[...] o culto ao sol tornou-se símbolo da luta pagã contra o cristianismo. A principal festa desse culto era celebrada no "Solstício de inverno, no dia 25 de dezembro" , porque representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Para afastar os fiéis dessas celebrações idolátricas ,com base numa temática bíblica ( cf. Ml 4,2; Lc 1,78; Ef 5,8-14) , a Igreja de Roma deu a tais festas pagãs um significado diferente”.( Padre Gian Luigi Morgano, disponível em: www.catequisar.com.br)
Portanto, a própria Igreja romana reconhece a origem pagã desta festa e aponta sua substituição como forma de evangelizar povos bárbaros inteiros. Assim, mesmo que tenha sua origem neste tipo de comemoração, como apontamos anteriormente, é valido e especial o evento natalício e aceitamos que em seu contexto histórico, tal substituição foi valida e aceitável como forma de evangelização de povos “bárbaros”.
· A Bíblia nos orienta a festejar o nascimento de Cristo.
O Evangelho de Lucas, em seu capítulo 2, deixa claro o momento especial em que o Salvador veio ao mundo. Outrossim, já no Antigo Testamento os profetas nos orientavam para o nascimento do menino Deus (Isaias 7.14; 9.6). Eis o mistério, Jesus Deus, se fez homem e veio como uma criança, mostrando a humildade característica de seu ministério. Não obstante a isto, o momento do nascimento de Cristo foi algo espetacular e digno de ser comemorado. Vejamos:
1. Os anjos celebraram o nascimento de Jesus (Lucas 2.13,14):E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” Ora, se os seres celestiais louvaram e celebraram o nascimento de Jesus, por que razão não poderemos fazer o mesmo? Nada mais aceitável a nós cristãos do que lembrarmos, não importa a data ou mês o nascimento do menino Deus, personificação do Amor de Deus aos homens (João 3.16; Felipenses 2.8-10)
2. Os astros celestiais também o fizeram (Mateus 2.9): E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.” Perceba que uma estrela (astro celestial) brilhou mais intensamente e direcionou os magos( que não eram três, pois a Bíblia nada fala sobre isto) até a casa onde Jesus estava. Tudo isto com a finalidade de adorá-lo, de cultuar o único que é digno de todo louvor e toda Glória.
3. Os homens celebraram (Lucas 2.17 e Mateus 2.11): Nestes episódios percebemos tanto homens simples, como nobres celebrarem e adorarem ao menino Deus. No primeiro caso foram os pastores que estavam trabalhando, eles divulgaram a novidade e ficaram maravilhados com a noticia dada pelos anjos. No segundo grupo estavam os Magos, sem dúvidas homens nobres (sacerdotes ou sábios, conforme apresentado em Daniel 2.2), que pelos presentes ofertados mostravam realeza de Cristo e nobreza dos Magos vindos do oriente. Estes dois grupos representam a humanidade e nos apontam para a adoração não só da criança, mas do Deus humanizado e exaltado Jesus Cristo.
Por todas estas razões expostas considero louvável a comemoração natalina, independente da data que se escolha para tal, pois não há uma data historicamente correta sobre este momento. Todavia, se pela história da cristandade ocidental convencionou-se a data 25 de dezembro, podemos como servos de Deus aproveitar este momento e nos esvaziar de tudo que o mundo capitalista fez desta data, nos esvaziar de todo Papai Noel e por fim proclamar, assim como fizeram os pastores em Belém, a vinda do Salvador ao mundo, o nascimento de Menino Deus (Isaias 9.6), portanto “E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas 2.12-14). Em face ao exposto, concluo acrescentando ainda a nota de advertência constante na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, onde nos fala:
“O pequeno e impotente bebê cresceu, teve uma vida surpreendente, e morreu por nós, ressuscitou, ascendeu aos céus e voltará a este mundo como Rei dos reis. Cristo governará o mundo e julgará todas as pessoas de acordo com a decisão que cada um tomou a respeito dEle. Você ainda vê Jesus como um bebê em uma manjedoura ou Ele é o seu Senhor? Tenha a certeza de não subestimar Jesus. Deixe-o crescer em sua vida!”(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, 2003, p.1345)
Jubilosamente em Cristo,
Jefferson Rodrigues




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, Casa Publicadora das Assembléias de Deus- CPAD, 2003.
CAIRNS, Earle Edwin. O cristianismo através dos séculos: uma Historia da Igreja Cristã. 3º edição revisada e ampliada, São Paulo, Vida Nova, 2008.
GILBERTO, Antonio et Al.Teologia Sistemática. 2º Edição, Rio de Janeiro, Casa Publicadora das Assembléias de Deus- CPAD, 2008.
HORTON, Stanley M.(org). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. 1º edição, Rio de Janeiro, Casa Publicadora das Assembléias de Deus- CPAD, 1996.
MINAMI, Thiago; VERSIGNASSI, Alexandre. A verdadeira história do Natal - Revista super interessante/ edição 233, dezembro de 2006. Disponivel em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_192443.shtml. Acesso em 01/12/2011.
MORGANO, Gian Luigi. Natal: sua história e espiritualidade. Disponível em: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/natal/15.htm, acesso em 01/12/2011
SILVA, Severino Pedro da. Cristologia- a Doutrina de Cristo. In: GILBERTO, Antonio et Al.Teologia Sistemática. 2º Edição, Rio de Janeiro, Casa Publicadora das Assembléias de Deus- CPAD, 2008.
RADMACHER, Earl (org). O novo comentário bíblico NT, com recursos adicionais. 1° edição, Editora Central Gospel, Rio de Janeiro, 2010.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

5 PASSOS PARA MATAR UM CRISTÃO FRACO NA FÉ


Por Jefferson Rodrigues

Texto base: Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. (Romanos 15.1)
Depois de analisar alguns depoimentos de novos convertidos, e de irmãos que se reconciliaram, bem como de tantos outros que ainda encontram-se desviados, decidi elaborar cinco passos (e poderíamos citar muitos mais) que você poderá dar para “matar” (espiritualmente é claro!) um irmão (ã) que se encontra fragilizados em sua fé . Vejamos:
1. Nunca cumprimente ou abrace-o após sua decisão por Cristo ou reconciliação. Se você deseja realmente que este irmão, que acabou de enfrentar seu ego e decidiu entregar sua vida a Cristo ou pediu perdão público pelo seu pecado, não permaneça na SUA Igreja, NUNCA, mais NUNCA mesmo demonstre afeto por ele (a) e muito menos deixe que este irmão (a) compartilhe com você a alegria de abandonar sua vida mundana e pecaminosa.
2. Jamais demonstre interesse por sua vida pessoal. Quando você encontrar este irmão (a) não faça perguntas tolas, do tipo: Como foi o seu dia (ou semana)? Sua família está te dando força nesta nova caminhada? Você está precisando de ajuda para conhecer melhor a Bíblia ou o ambiente da Igreja? Lembre-se que fazendo isto ele poderá se sentir em família e pode querer continuar em SUA Igreja.
3. NUNCA, em hipótese NENHUMA, faça uma visita. Uma pessoa que viveu uma vida inteira, ou parte dela, cercada por pessoas que nada tem haver com Evangelho, não vai precisar de novas companhias cristãs, afinal tudo que ela precisa aprender, dividir e compartilhar poderá ser feito nos 10 minutos após o final do culto, do lado de fora do portão da Igreja.
E não esqueça: se ele (a) não pediu uma visita é porque não quis!
4. Não convide esta pessoa para participar dos eventos e das atividades da Igreja. Caso você faça isto ele (a) não irá abandonar a Igreja conforme o planejado e você não terá sucesso em seu propósito, pois ao se sentir parte da Igreja participando dos eventos e atividades ele (a) não sentirá mais desejo de estar ao lado das velhas companhias.
5. Você não deve se sentir culpado por ele (a) estar se afastando da Igreja. Este é o passo mais importante! Esqueça aquele besteirol ensinado na Parábola das 100 Ovelhas (Lucas 15.3-7), onde o Bom Pastor deixa 99 ovelhas saudáveis no aprisco (Igreja) para ir atrás de APENAS 1 (UMA) que se havia perdido e traz ela de volta nos ombros cheio de alegria. Coloque sempre a culpa nesta pessoa que não teve a capacidade de interagir com o seu grupinho ( irmãos?), ou ainda não possuiu a força de vontade suficiente para abandonar sua vida antiga. GUARDE BEM: Você não precisa mudar em nada, quem chega na Igreja ou se reconcilia é que precisar se adaptar a você!
SE VOCÊ CONSEGUIU REALIZAR TODAS ESTAS ETAPAS COM LOUVOR, “MEUS PARABÉNS”! AGORA VOCÊ JÁ PODE SER CONSIDERADO UM MATADOR DE IRMÃO (A) FRACO NA FÉ!

Clamando pela misericórdia de Cristo,
Jefferson Rodrigues.

sábado, 22 de outubro de 2016

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E AS FALSAS DATAS PARA A VOLTA DE JESUS

Por Jefferson Rodrigues

*Nota: Este texto é adaptado do nosso livro Últimos Dias. Adquira o seu!
Apesar de hoje possuírem uma extensa rede presente em vários países do mundo, as Testemunhas de Jeová (T.J) tiveram sua origem a partir das ideias nada bíblicas sobre a volta de Cristo do seu fundador, Charles Taze Russell. Ele havia previsto o "retorno invisível" de Jesus em 1874, que "prepararia" a sua Segunda Vinda em 1914. Segundo o próprio Russell: “A batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso (o Armagedom) terminará em 1914, com a derrocada completa do governo do mundo [...] e o estabelecimento de Cristo”[1]. Para ele, 1914 seria o fim da era dos gentios, fato que se mostrou uma falácia inigualável.

Ele morreria em 1918, deixando aos seus sucessores a difícil tarefa de explicar por que o fim não chegou no ano previsto, ou seja, 1914. A solução encontrada por seus seguidores, foi apontar 1914 como o ano do retorno invisível de Jesus, que antes fora previsto para 1874 (data que seria posteriormente varrida pra debaixo do tapete). Assim, o periódico “Seja Deus verdadeiro”, na página 284, declara: “Na primavera de 1918, veio o Senhor, e começou o juízo, primeiro da ‘Casa de Deus’ e depois das nações deste mundo”[2].

Imagem da "Casa dos Prícipes", criada por Rutherford.
Afinal, a Primeira Guerra Mundial era um evento importante demais para não ser aproveitado como evidência, já que - bem ou mal - eles haviam previsto alguma coisa estranha para aquele ano, só não contariam que um evento exponencialmente maior e mais devastador  se iniciaria 21 anos depois, era a Segunda Grande Guerra Mundial. Só que as previsões para o fim do mundo não parariam por aí. O segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia, Joseph Franklin Rutherford, faria ainda uma previsão para 1925, quando os profetas do Antigo Testamento seriam ressuscitados.  Para acomodá-los (fisicamente falando), Rutherford construiu a casa conhecida como Beth Sarim ("Casa dos Príncipes"), e - já que felizmente ninguém viu Isaías e Jeremias andando por aí - depois de 1925 a "hospedaria profética" sem uso acabou se tornando sua própria residência, onde morreria em 1942.

Um novo fim do mundo seria ainda previsto para 1975. A Torre de Vigia alegava que a criação do homem completaria 6.000 anos naquele ano específico. E como em uma semana cujos dias equivalem a 1.000 anos (2ª Pedro 3:8), os próximos 1.000 anos seriam uma espécie de "milênio sabático".  Mais uma vez a data passou em branco, e atualmente nenhuma testemunha de Jeová conhece tal previsão.
Diante de tais fracassos, só podemos reafirmar o que Jesus nos ensinou sobre a sua volta: Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai (Mt 24.36). Tais falsas profecias nos servem como advertência contra tais grupos religiosos, afinal, não são poucas as admoestações bíblicas contra falsos profetas (Mt 7.15-20;Rm 16. 17,18;  1 Ts 5.20,21; 1 Tm 6.3-5; 1 Jo 4.1). Não cedamos espaço para tais ideias! Fiquemos vigilantes e prontos para a vinda de Jesus a qualquer momento!
Maranata, ora vem Senhor Jesus!
Em Cristo, Jefferson Rodrigues




[1] RUSSEL citado por OLIVEIRA, 2002, p.63
[2] OLIVEIRA, 2002, p.63