terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SUBSÍDIO LIÇÃO 2 - JOVENS (CPAD) 1º TRIMESTRE 2018

LIÇÃO BÍBLICA JOVENS: SEU REINO NÃO TERÁ FIM

SUBSÍDIO LIÇÃO 2- JOVENS 1º TRIMESTRE 2018
Aula em: 14/01/2018
Autor da lição: PR NATALINO DAS NEVES

Por Jefferson Rodrigues

Olá amigo professor! Espero que sua primeira aula tenha sido proveitosa e que o material que produzimos o tenha ajudado no desempenho desta tão sublime tarefa que é a ministração de aulas na Escola Bíblica.
Agora partiremos para nosso segundo desafio de 2018, ou seja, a ministração da lição de numero 2, com o tema “O nascimento de Jesus segundo o Evagelho de Mateus. Nesta lição será abordado 3 temas centrais: 1. Maria como a escolhida para ser mãe de Jesus; 2. O papel de José como esposo de Maria; e por fim 3. A concepção virginal de Jesus Cristo. Percebam que são temas centrais da fé cristã, pois deles dependem a teologia da encarnação de Cristo como a conhecemos. É preciso que os professores abordem com maestria e segurança pois é certo que dúvidas surgirão, especialmente em relação a ideia de “concepção virginal de Jesus”.
Com o objetivo de auxiliar a você amigo professor, deixarei alguns pontos que entendo ser de valor para o complemento da lição. Hoje nos concentraremos na explicação do conceito de noivado na comunidade judaica nos dia de Maria e José e sobre a relação entre a concepção virginal de Jesus e as mitologias pagãs.

JOSÉ ERA CASADO OU NOIVO DE MARIA?

Para início de aula aconselho aos mestres a abrirem uma discussão e explicação sobre o texto de Mateus 1.18 (exposto na revista) que nos diz: Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: “Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18). Percebam que o texto diz que Maria estava desposada com José. Afinal, o que este termo nos quer dizer[1]? E se olharmos no versículo 19, veremos um problema ainda maior, pois ele nos diz: “Então José, seu marido [...]” (Mt 1:19 a). De acordo com estas palavras nos parece que José e Maria já eram casados e não apenas noivos como costumamos entender. Em virtude desta aparente contradição vale apena explicar este fato aos alunos. Vejamos:
Analisando o texto grego
Em uma analise na língua original veremos que o termo “desposada” em grego é “mnesteuõ” (mnhsteuo) e que este verbo quando apresentado na voz passiva terá o significado de “ser prometido em casamento, ficar noivo[2]”, tradução que é confirmada pelo conhecido Léxico Analítico do Dr William D. Mouce[3]. Outra questão que vale ressaltar é que este verbo só parece em sua forma passiva no texto de Mateus 1.18 e Lucas 1.27; 2.5, todos fazendo referencia a Maria. Assim, entendemos que a melhor tradução para este frase seria:  “Maria sendo prometida em casamento a José”, tradução que já é utilizada pela Nova Versão Internacional;
No versículo 19 vemos um aparente problema do texto ao dizer que: José já era marido de Maria. Ora como é possível? De fato no texto grego veremos a utilização do substantivo “aner” (anhr), que de modo geral significa  “homem, macho adulto”, mas que conforme o contexto poderá ser traduzido como marido, conforme o versículo em tela. Assim, vemos que a opção da tradução por marido ou esposo é correta; porém, como explicar o fato de José ser chamado marido de Maria, tendo em vista que no versículo anterior o texto nos diz que Maria estava “apenas” prometida em casamento? Seriam eles casados ou noivos? Para explicar este ponto é preciso compreender o contexto cultural nos dias de José e Maria. Vejamos como funcionava um noivado judaico.

O noivado nos dias de Maria e José

Quando falamos em noivado, nos dias atuais não nos parece ser um compromisso tão sério. Na verdade nos arremete apenas para um “namoro mais próximo do casamento”. Contudo, nos dias de José e Maria este compromisso era bem mais sólido e, portanto deveria ser levado a sério. O noivado era assumido e chancelado perante a família dos noivos e na presença da comunidade, tendo um peso social e religioso altíssimo. Na verdade, os noivos já eram considerados para todos os efeitos sociais como casados, sem contudo, morarem juntos ou manterem relações sexuais.
O mundialmente conhecido comentarista A.T. Robertson nos explica que: “estar desposado (noivo) era questão séria entre os judeus, em cujo estado civil não se entrava levianamente e nem se desfazia facilmente. O homem que desposa uma moça era legalmente seu marido (Gn 29.31; Dt 22.23-28)[4].  E para anular este compromisso era preciso uma gama burocrática  que segundo Ralph Earle “o homem devia dar a mulher um documento por escrito, e pagar uma multa[5]”. Assim, por todas estas razões e levando em conta que o autor do texto bíblico conhecia perfeitamente estes rituais, nada mais comum do que definir José como marido de Maria, mesmo sabendo que este ainda não havia tomado ela como esposa no sentido pleno da palavra.
Diante de tão grande compromisso entendemos o motivo que fez José desejar deixar Maria secretamente. Ora, a pena para o adultério era o apedrejamento. E de acordo com fontes judaicas como o Mishna “o adultério durante o período de noivado é pecado mais sério do que depois do casamento[6]”. Ainda segundo o Comentário judaico do Novo Testamento, as penalidades previstas pela Mishna para o tipo de acusação que Maria estaria passiva seria a morte por apedrejamento[7].
Mas louvado seja Deus pela vida de José que era um homem justo diante de Deus (Mt 1.19)! Se José expusesse Maria, com certeza era seria submetida a duras penas sociais e penais, pois ninguém acreditaria que a jovem noiva havia ficado gravida através de uma ação sobrenatural do Espírito Santo. Mas vemos que o próprio Deus buscou confirmar com José que a jovem Maria trazia em seu ventre o Salvador do mundo e que este não foi gerado pelo pecado, mas sim pelo Santo Espirito (Mt 1.20,21), levando o Carpinteiro a desistir do plano de deixar Maria e o conduzindo ao papel de protetor da família humana do Salvador Jesus. Louvado seja Deus!

II. A CONCEPÇÃO VIRGINAL DE JESUS E A MITOLOGIA PAGÃ

Para iniciar este ponto é relevante destacar que há diferença entre os conceitos “nascimento virginal” e “concepção virginal”. O primeiro conceito se refere de modo mais estrito ao pensamento católico romano em que Maria não teria dado a luz  a Jesus pelo modo natural, antes teria havido uma espécie de cesariana espiritual permitindo que Maria continuasse virgem (sem rompimento do hímen) perpetuamente.
Já a segunda a afirmação se torna relevante por considerar que a concepção de Jesus foi de maneira sobrenatural (com Maria sendo virgem), porém, posteriormente o nascimento do Mestre Jesus seguiu o curso natural, não sendo necessária a manutenção do dogma da “virgindade perpetua de Maria”. Este ponto está em maior consonância com os relatos das Escrituras tanto em Mateus como em Lucas.

Por que devemos crer nesta doutrina da concepção virginal?

Na continuidade do estudo deste tema é válido que apresentemos uma justificativa plausível para se crer nesta doutrina. A seguir apresentaremos 3 motivos para que a Igreja continue crendo e defendendo esta doutrina, vejamos:
1.      A Bíblia é suficiente para nós.

Para todo cristão ortodoxo, que crer na infalibilidade das Escrituras e na sua inspiração plenária pelo Espírito Santo nenhuma doutrina será inaceitável. Assim, se a Bíblia afirma em dois textos específicos (Mateus 1.18-25 e Lucas 1.26-38) que Jesus foi concebido de forma sobrenatural e virginal, então não nos restam dúvidas. A sociedade contemporânea é que precisa de provas cientificas, porém, para os cristãos a Palavra de Deus é suficiente e por esta razão podemos crer no que ela apresenta.
2.      A história da Igreja confirma esta crença.

A história da Igreja sempre deve ser consultada a fim de verificarmos se determinado dogma e doutrina foi inventado ou não tinha credibilidade entre cristãos primitivos. Em primeiro lugar esta doutrina é atestada em todas as versões do Credo Apostólico (documento do século V, mas que tem suas raízes no segundo século), subscrito e usado (em sua forma antiga) por grandes nomes do cristianismo como Tertuliano e Irineu de Lion, mostrando que esta não é uma doutrina nova no cristianismo.
Em segundo lugar, é valido destacar o pensamento do Bispo Inácio de Antioquia, que foi martirizado no ano de 117 D.C. Percebam que ele fazia parte das primeiras gerações de cristãos e ocupava um cargo de liderança dentro da Igreja. Para Inácio esta era uma doutrina cristalizada, ou seja, não restavam dúvidas que Jesus tinha sido concebido de maneira sobrenatural e virginal. Neste ponto, vemos a opinião do renomado teólogo Millard J. Erckson que nos diz: “quando vemos Inácio Atestando o nascimento virginal não como uma novidade, mas como uma questão absolutamente certa, como um dos fatos aceitos por Cristo, torna-se evidente que a crença no nascimento virginal deve ter prevalecido muito antes do final do primeiro século[8]” . Assim, podemos ver que esta doutrina é antiga e os cristãos primitivos creram nela e nos dão a orientação para crermos também.
3.      A concepção virginal difere dos mitos pagãos
Não é estranha aos estudantes dos Evangelhos a ideia de que o relato do nascimento de Jesus pode ser comparado com alguns relatos mitológicos. Entre os acusadores do Evangelho há um especial interesse sobre a mitologia egípcia. O relato que mais chama atenção trata-se do deus Hórus. Segundo os céticos, o que a cristandade fez foi apenas adaptar a mitologia do nascimento do deus egípcio Hórus aos relatos do nascimento virginal de Jesus. Contudo, estas teorias não passam pelo crivo da arqueologia egípcia. Para esclarecer esta diferença reproduzirei parte de um artigo produzido pelo apologeta J. Warner Wallace e publicado no site napec.org, vejamos o que ele nos diz:
“A Verdade Sobre Hórus
O Deus mítico egípcio, Hórus, foi adorado principalmente em dois centros de cultos em Bekhdet no norte e Idfu no sul. Pouco sobrou no norte, mas ainda há um templo Ptolomaico grande e bem preservado em Idfu. Então, a maior parte da informação sobre Hórus vem deste templo do sul. Hórus era geralmente representado como um falcão, ao passo que ele era um grande Deus do céu e o Filho de Isis e Osíris. Vamos ver as afirmações que já descrevemos e separar a verdade da ficção e, em seguida, tentar entender a esperança principal do povo que inventou o deus chamado Hórus:
Afirmação: Hórus foi concebido por uma mãe virgem chamada Meri, e teve um padrasto chamado Seb (José)
Verdade: Hórus NÃO foi concebido de uma virgem. Na verdade, ambas evidências murais e textuais do Egito indica que Isis (não há evidência de que “Meri” em algum momento fez parte de seu nome) pairava sobre o pênis ereto (que ela criou) de Osíris e concebeu Hórus. Embora ela pudesse ter sido uma virgem antes da concepção, ela utilizou o pênis de Osíris para conceber. Depois ela teve outro filho com Osíris também. Não há nenhuma evidencia de três homens sábios como parte da história (nem na história de nascimento de Jesus e nem na de Hórus). Seb, na verdade, era o ‘deus da terra’, (a terra, assim como Nut era o céu); Ele não era o pai terrestre de Hórus. Seb NÃO é o equivalente de José e, na maioria dos casos, ele é descrito como o pai de Osíris!
O Raciocínio por de trás da Mitologia de Hórus: Claramente os homens sonharam e pensaram sobre Deus e, quando fazemos isto, é razoável para nós imaginarmos que Deus seja de alguma forma diferente da ordem natural que Ele criou. É razoável assumir, então, que Ele apareceria de uma forma sobrenatural, desafiando a ordem natural das coisas[9]
Percebam que a acusação de similaridade não passa de má fé por parte daqueles que resolveram acusar o cristianismo de plágio destas mitologias. Contudo, é natural que entre os povos primitivos houvesse uma ideia geral de conceitos celestiais e isto a própria Escritura nos fala (Sl 19.1-4; Rm 1.19-21). Segundo o Paulo, ao escrever aos romanos, Deus se fez conhecer aos povos primitivos, porém, estes decidiram honrar  mais a criatura que o Criador, sendo, portanto, passiveis de juízo. Assim nos diz as Escrituras: “19. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21. Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu (Romanos 1:19-21)
Contudo, o nascimento de Jesus é algo singular. Afirmamos isto tanto pelo fato de já ter sido profetizado cerca de 700 anos antes pelo profeta Isaias (Is 7.14), como pelo caráter único em relatos onde não há participação de uma parte masculina através do envolvimento sexual, como era comum nas mitologias primitivas. Antes vemos que Jesus foi gerado de modo sobrenatural pelo poder do Espírito Santo, sem qualquer inferência sexual. Neste ponto aceitamos o que nada ortodoxo comentarista Dr. R. N. Champlin nos diz sobre este fato: “A história de Jesus não se originou no paganismo bou nas especulações pias, mas na fé firmada no poder ilimitado de Deus, nas primeiras histórias que circularam em torno do nascimento de Jesus e no senso de admiração ante a grandeza da vida e da obra de Jesus Cristo[10]”. Assim, Jesus é verdadeiramente Deus, gerado pelo Espírito Santo! Creiamos nas Escrituras e não deixemos que as teorias liberais venham nos afastar das verdades bíblicas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Hoje buscamos trazer aos nobres mestres um aprofundamento linguístico no texto de Mateus 1.18-21, bem como trazer um esclarecimento sobre a diferença entre o relato do nascimento de Jesus e a mitologia egípcia. Acreditamos que é importante esclarecer estes pontos a fim de que não haja dúvidas quanto a concepção sobrenatural de Jesus. Neste ponto também é valido ressaltar que não há contradição no texto bíblico, antes vemos um complemento de informações utilizadas pelo Evangelista Mateus, que tão de perto conhecia a cultura judaica de seus dias.
Esperamos que com este pequeno comentário tenhamos contribuído para que nossos amigos e amigas que lidam na EBD tenham mais um subsídio para ampliar a discussão em torno da lição de número 2 da classe de Jovens.

Em Cristo,

Jefferson Rodrigues- Teólogo, escritor e professor de grego bíblico.




REFERENCIAIS BIBLIOGRAFICO
CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2015. Vol. 1.
DAS NEVES, Natalino. Lições Bíblicas Jovens: Seu Reino não terá fim. Rio de Janeiro, CPAD, 2018.
EARLE, Ralph. Evangelho segundo Mateus. In: EARLE, Ralph; SANNER, A. Elwood; et ali. Comentário Bíblico Beacon: João a Atos. 2ª impressão. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus- CPAD, 2015, Vol. 6.
ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2015.
HENDRIKSEN, William. Comentário do NT-Mateus Vol 1. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.
MOUNCE, William D. Léxico Analítico do Novo Testamento grego. São Paulo: Vida Nova, 2012.
ROBERTSON, A.T. Comentário de Mateus e Marcos. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
STERN, David H. Comentário judaico do Novo Testamento. São Paulo: Editora Atos, 2008.
VINE, W.E., UNGER, Merril F. Et ali. Dicionário Vinner: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento. 1º edição, Ed. Casa Publicadora das Assembleias de Deus- CPAD, Rio de Janeiro, 2002.








[1] Perbebam que utilizamos a mesma versão utilizada pelo autor da revista, pois a discussão deve ser travada em cima da aula e do tema apresentado pela revista de EBD.
[2] VINE, 2012, p.555
[3] MOUCE, 2012, p.419
[4] ROBERTSON, 2011, p. 25
[5] EARLE, 2015, p.30
[6] STERN, 2008, p.27
[7] Idem, idem
[8] ERICKSON, 2015, p.718
[9] WALLACE, J. Warner. É Jesus simplesmente um reconto da mitologia de Hórus? Disponível em: <http://www.napec.org/apologetica/e-jesus-simplesmente-um-reconto-da-mitologia-de-horus/>  acesso em 05 de janeiro de 2018
[10] CHAMPLIN, 2014, p.268

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

SUBSÍDIO LIÇÃO1 CPAD - JOVENS 1º TRIMESTRE 2018


LIÇÃO BIBLICA JOVENS: SEU REINO NÃO TERÁ FIM
SUBSÍDIO LIÇÃO 1- JOVENS 1º TRIMESTRE 2018
Aula em: 07/01/2018
AUTOR DA LIÇÃO: PR NATALINO DAS NEVES

Por Jefferson Rodrigues

No primeiro trimestre de 2018 a CPAD lançou a nova lição a ser trabalhada pelas classes de jovens. É uma lição assaz teológica em sua introdução, talvez pelo fato do autor ser doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, falamos do Pr Natalino das Neves.
Entendemos que a lição por si já é suficiente para atingir os objetivos propostos pelo autor e editores. Contudo, acreditamos poder ajudar aos nobres professores ao trazer algo que possa ampliar a temática abordada na lição 1. Queremos com este breve subsidio ajuda-los a enriquecer sua aula e seus conhecimentos, mesmo sendo ciente de que tal desejo seja por demais ambicioso para alcança-lo em apenas poucas linhas. Assim, vamos aos pontos que acreditamos poder auxiliá-los nesta lição:
I.              QUEM FOI MATEUS?

Para responder a esta questão é bom utilizarmos os recursos que nos são postos tanto pela história como pela própria Bíblia Sagrada. Apesar de não haver muitas informações a respeito dele nas Escrituras, frisaremos as seguintes informações:
a)    Ele aparece em todas as quatros listas dos apóstolos descritas nos evangelhos em Mt 10.3; Mc 3.118; Lc 6.15 e Atos 1.13;
b)    Mateus é uma contratação de Matatias, que em hebraico significa “presente de Yahweh”. Também era chamado de Levi, provavelmente por ter algo com os levitas (Mc 2.14), daí alguns estudiosos acreditarem que é possível que seu nome pessoal fosse Mateus Levi, ou então, Mateus, o levita.
c)    Sua residência ficava em Cafarnaum, onde exercia o cargo de cobrador de impostos, ou publicano. Neste ponto é importante destacar que publicanos eram mal vistos pelas comunidades judaicas. Para os judeus eles eram traidores ou no mínimo usurpadores do próprio povo em favor dos invasores romanos. Assim, Mateus tinha uma posição dúbia: ao tempo em que tinha um bom salario junto ao império romano, este era mal visto pelo seu povo.
d)    Não obstante a sua posição econômica, ele não pensou duas vezes ao ouvir o convite de Jesus. Imediatamente seguiu o mestre deixando tudo para trás (Mt 9.9; Mc 2.14; Lc 5.27,28). Neste ponto temos um grande exemplo: Para seguir a Jesus precisamos ter decisão e coragem! Deixe tudo e siga ao Mestre

II.            SUA OBRA E MORTE
Não temos tantas informações sobre a história de vida de Mateus. Na verdade, pouco é falado sobre ele nos Evangelhos Sinópticos. Contudo, a tradição cristã faz algumas considerações que são pertinentes. É presumível que ele tenha trabalhado em lugares diversos como a Judéia, Egito, Etiópia e a Partia. Ele ainda é identificado como um mártir da fé. Contudo, segundo o Dicionário Wycliffe “uma linha de tradição diz que Mateus morreu de morte natural na Etiópia ou na Macedônia. As Igrejas gregas e romanas, por outro lado, celebram seu martírio[1]” . Assim, não podemos afirmar com convicção a forma como este servo de Deus morreu. Mas temos convicção que Ele estará juntamente conosco na presença de Jesus na Eternidade!
III.           POR QUE ESTUDAR ESTE EVANGELHO?
Posso dizer que tal pergunta é retórica, tendo em vista se auto responder, pois por ser a Palavra de Deus já se torna leitura obrigatória para todo cristão. Contudo acredito ser pertinente estabelecer alguns pontos que sirvam de incentivo extra para iniciar agora a leitura e o estudo deste maravilhoso livro.
a)    Em Mateus veremos uma ponte clara entre o Antigo e Novo Pacto. Poderemos ver claramente que o Antigo Testamento era um livro de promessas que deveriam ser cumpridas no Messias. Ao observamos o Evangelho de Mateus vemos claramente que tais profecias foram cumpridas. Mateus faz questão de registrar isso! Segundo o comentarista Warren Wiersbe “Mateus apresenta pelo menos 129 citações ou alusões ao Antigo Testamento. Escreveu principalmente a leitores judeus para mostrar-lhes que Jesus Cristo era, de fato, o Messias prometido[2]
b)    Através deste Evangelho teremos a oportunidade de conhecer um dos discursos mais profundos e primorosos de Jesus sobre moralidade, bondade, amor, Reino e tantas outras mensagens essenciais à fé cristã. Veremos de forma ampla o famoso Sermão do Monte em sua íntegra (Mt 5-7). Além desta mensagem outras são vistas de forma mais ampla e detalhada no Evangelho de Mateus do que através dos demais sinóticos. Um exemplo disso pode ser visto no conjunto de texto conhecido como o “Pequeno Apocalipse” em Mateus 24 e 25, que nos apresenta um resumo escatológico dos eventos finais da humanidade.
c)    Somente neste Evangelho vemos Jesus sendo apresentado como Rei. O verdadeiro Rei do povo Judeu, e agora de toda a terra. Jesus é apresentado vindo diretamente da linhagem real de Davi e cumprindo em si todas as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Neste ponto nos ajuda o comentarista William Hendriksen ao dizer que “Mateus retrata Jesus especialmente como Rei. Não se pode negar que o vemos surgir de uma dinastia real, que ouvimos sobre a adulteração do seu reino por parte dos judeus e Pilatos, que ele mesmo se apresenta como verdadeiro Rei de Israel, e que na conclusão Ele funciona como Rei, possuindo toda autoridade no Céu e na Terra[3]”.
d)    Por fim, é através das lentes do “ex-publicano” que podemos contemplar que a serviço deste Rei haverá o seu povo. Não mais composto de Judeus apenas, mas sim composto de todos aqueles que O aceitem como seu Senhor. Em Mateus são lançados os fundamentos da Igreja de Cristo assim como é dada a garantia de que “...as portas do inferno não prevalecerão contra ela [Igreja]” (Mt 16.18). É valido destacar que Mateus é o único autor que faz uso da palavra Igreja (gr. ekklesia).
Por todas estas razões é essencial que se inicie os estudos deste livro o mais urgente possível! Mateus é um Evangelho riquíssimo e, portanto, indispensável para o estudo de todos os cristãos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto acreditamos que os professores e alunos poderão ter um apoio para iniciar sua aula. É claro que não esgotamos o tema, mas entendemos que estas informações extras compiladas acima poderão ser de grade valor para que nossos alunos tenham maior interesse no estudo do Evangelho de Mateus, bem como nesta lição que leva o nome “Seu Reino não terá fim”. Esperamos ter contribuído com todos! E desejamos uma boa aula a todos os mestres e alunos!
Em Cristo,
Jefferson Rodrigues- Evangelista da Assembleia de Deus, Escritor e Teólogo.






REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO
CHAMPLIN, Russel Norman. Enciclopédia de Biblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2015. Vol. 4.
DAS NEVES, Natalino. Lições Bíblicas Jovens: Seu Reino não terá fim. Rio de Janeiro, CPAD, 2018.
HENDRIKSEN, William. Comentário do NT-Mateus Vol 1. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico expositivo: Antigo e Novo Testamento. 9ª reimpressão. Santo André, SP: editora Geográfica, 2015. Vol. 1, 2, 3, 4, 5 e 6.






[1] PFEIFFER; VOS et ali, 2011, p.1238
[2] WIERSBE, 2014, p.9
[3] HENDRIKSEN, 2010, p.111

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

DIA DO PIAUÍ: QUANTOS ANOS TÊM NOSSO ESTADO? VOCÊ SE ARRISCA A DIZER??


Por Jefferson Rodrigues

A data oficial em que se comemora o dia do Piauí é 19 de outubro. Esta data foi criada em homenagem ao movimento de adesão à independência do Brasil, ocorrido na então Vila da Parnaíba, em 19 de outubro de 1822. Assim, de acordo com esta data, hoje (19/10/2017) comemoraríamos 195 anos de Piauí. Contudo esta data refere-se exclusivamente a um marco importante dentro da historiografia piauiense (e que também é contestada junto a outros eventos marcantes, como por exemplo, a Batalha do Jenipapo, ocorrida em 23 de março de 1823).
O estado do Piauí tem sua autonomia administrativa, e, portanto, é tornado em província bem antes das datas acima citadas. A primeira referencia a autonomia administrativa do Piauí se dá por Alvará imperial de 1718, separando o Piauí do Maranhão. Porém, esta medida só seria consumada 40 anos depois, através do decreto imperial de 31 de julho de 1758, onde estabelece o primeiro governador da província do Piauí, que irá tomar posse de fato somente no ano seguinte.
Em 20 de setembro de 1759, João Pereiras Caldas assume como governador da província do Piauí estabelecendo toda a estrutura administrativa necessária para designar a província como “autônoma”. Esta deveria ser a data em que se comemoraria o dia do Piauí, pois foi a partir deste momento que nosso “pedaço de chão” tomou forma administrativa e politica de um Estado. Se tal data fosse considerada, hoje (19/10/2017) deveríamos a quase um mês termos comemorado não 195 anos, mas 258 anos! SIM NOSSO ESTADO TEM 258 ANOS DE CRIAÇÃO POLITICA E ADMINISTRATIVA!

Não obstante, como na História oficial o que importa NÃO são os dados, mas sim os fatos simbólicos; nada mais simbólico que ligar o dia do Piauí a um evento tão marcante para o Brasil como a declaração de independência de nossa nação. Assim, continuaremos comemoramos o dia do Piauí em 19 de outubro e hoje (em 2017) desejamos um FELIZ 195 ANOS A NOSSA TERRA QUERIDA! Parabéns Piauí, Parabéns piauienses!! 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

QUAL SUA FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA PARA TESTEMUNHAR ISSO?!!

Por Jefferson Rodrigues

Nos dias de hoje esta indagação apresentada no título deste artigo parece ser a premissa para muitos cristãos que estão imersos no mundo teológico. Poderíamos afirmar que a máxima secular da ciência empirista encheu os corações destes cristãos. Se não pode me provar sua fundamentação teológica, então a sua proposição não é valida! Ledo engano de quem pensa assim!
Porém esta afirmação não é nada nova. Nos dias de Jesus e dos apóstolos já existiam muitos “teólogos” que colocavam os seus sistemas teológicos e suas preposições acima da revelação especial e sobrenatural que o SENHOR poderia trazer a seu povo. Este foi o caso do famoso relato do ex-paralítico que jazia há 38 anos enfermo no tanque de Betesda (Jo 5.1-16) e também do relato de Atos 3, em que um paralitico também fora curado na Porta Formosa do Templo (At 3.7-10)
Pergunto a você: qual era o sistema teológico que aqueles homens que estavam sofrendo defendiam? Talvez eles preferissem as interpretações do rabino Hilel ou Shamai? Talvez eles simpatizassem mais com os fariseus, ou quem sabe com o ceticismo dos saduceus. Na verdade, será que eles estavam mesmo interessados nestas questões, se na prática estavam padecendo há tanto tempo; sendo humilhados e esperando um “milagre” através de um pseudo movimento das águas ou uma simples esmola dos devotos do templo? Tenho certeza que estes homens estavam mais interessados em ter suas feridas curadas e suas dores sanadas!
E foi isso que o paralitico experimentou ao se encontrar com Jesus (Jo 5.1-16)! Ele foi curado! Jesus quebrou os paradigmas místicos dos que estavam ao redor do Tanque de Betesda e também quebrou as correntes enferrujadas da religião judaica ao curar no sábado. Jesus não buscou razões lógicas, ele apenas curou! Ele apenas exerceu o seu poder sobrenatural e trouxe vida a um homem que padecia de grande aflição!
Da mesma forma aconteceu com Pedro e João, que impulsionados pelo mesmo poder que opera em Cristo ordenou que ao paralítico “levante-se e ande”, deixando todos os que o conheciam sem entender nada do que se passava. Apenas sabiam que Deus havia visitado aquele homem e também seu povo (Atos 3.9,10)
Todos poderiam ter glorificado a Deus pelos grandes livramentos ocorridos nos dois relatos bíblicos. Porém, vemos que alguns não estavam preocupados com os sentimentos daqueles homens que outrora foram doentes e rejeitados. Antes os “teólogos das salas geladas” do templo não os ajudaram (Jo 5.7, Atos 3.2)) e agora, depois de curados e testemunhando do poder Deus, estes mesmo teólogos exigem explicações sistemáticas de como eles foram curados (Jo 5.10; At 4.1-7). Era como se eles dissessem: “Como pode Deus SE ATREVER a contrariar nosso entendimento teológico do sábado ou sobre os dons de curar?!”(Jo 5.10; At 4.1-7)
Sim, foi isso que eles fizeram, tanto em Betesda como no caso da Porta formosa! Eles rejeitaram o milagre, o intervir de Deus simplesmente por capricho religioso-teológico! Infelizmente temos visto muitos casos semelhantes em nossos dias. Vemos muitos “teólogos de salas geladas” que nunca sentiram a dor dos oprimidos por uma enfermidade; ou ainda, estes mesmo “teólogos” nunca experimentaram as experiências atuais do poder do Espírito Santo (At 4.8) e mesmo assim continuam dizendo: Com que autoridade vocês testemunham esse tipo de milagre? Isso não se encaixa em meu sistema teológico!”
Ora, faça-me um favor! Desde quando Deus precisa de alguma autorização teológica para fazer um milagre e intervir de modo sobrenatural na vida daqueles que desejam um milagre, que sofrem na espera de uma palavra de conforto ou consolação (1 Co 14.3). Saiba que o Espírito Santo (que é Deus!) não está limitado as decisões que tomamos em nossas salas geladas sobre o que é racional ou foge a razão. Ele opera em nós e por nós simplesmente para mostrar que Ele é Deus. É por este motivo que não encontramos uma linha sequer nas Escrituras que apontem para a cessação dos dons espirituais. Eles continuam ativos e continuarão ativos até que “O que é Perfeito” (Jesus) retorne para buscar a sua Igreja (1 Co13.8; Ef 4.11-13)
Talvez você se pergunte: “Com que poder ou em nome de quem fizeste isso” (At 4.7 b)? Responderemos da seguinte forma: fizemos em nome de Jesus a quem servimos e que permanece vivo e ativo no meio da Igreja e com o poder do Santo Espirito que concede dons ao seu povo! Entenda: se o seu sistema teológico não crer na atuação dos dons de poder hoje, esse problema não é de Deus, mas sim seu. O SENHOR não mudou e continua ativo no meio de seu povo (Hb 13.8). Não seja mais um “teólogo de salas geladas”, contemple o que Deus está fazendo no meio do povo simples e viva as experiências sobrenaturais hoje!
Em Cristo, Jefferson Rodrigues.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SANSÃO COMETEU SUICÍDIO? É PREFERÍVEL SER UM CRENTE FIEL MORTO À UM HERÓI LONGE DO SENHOR.

Por Jefferson Rodrigues

Gostamos de fama. Sim, o ser humano gosta de ser visto, lembrado e aplaudido. Este fato nos impulsiona a medir nossa glória em conformidade com o nível de aprovação que os homens nos dão. Muitas vezes somos tentados a pensar que mesmo vivendo em desacordo com a vontade de Deus está tudo bem, desde que continuemos a ser vitoriosos em nossas batalhas.

Para Sansão esta pareceu ser sua metodologia de vida. Talvez pensasse o nazireu: “enquanto estou conquistando vitórias é sinal de que Deus continua comigo”. O que ele não percebia é que a única coisa que o mantinha na linha de frente era a utilidade que o SENHOR encontrava nEle. Sim, Sansão era apenas um instrumento com prazo de validade contado nas mãos do Senhor!

O juiz fanfarrão se movia impulsionado pelos seus instintos de violência, desejos carnais desenfreados e uma busca incessante pela fama meramente humana. Nos três capítulos do livro de Juízes (13-16) que tratam sobre a trajetória de Sansão não o encontramos buscando a presença de Deus, tendo intimidade com Deus ou ainda confiando em Deus para alcançar vitórias. Pelo contrário, vemos alguém prepotente, encantado pelas suas próprias conquista e distante de Deus.

O fim de Sansão era inevitavelmente previsível. Ele seria derrotado. Não por Dalila, mas seria derrotado por si mesmo, pelas suas escolhas e por fim pelo Senhor que já havia dito aos israelitas antes de entrar na terra prometida: “minha é a vingança”(Dt 32.35). O cenário estava montado para que a justa “recompensa” caísse sobre o “Juiz promíscuo”. Ele é preso, humilhado, destituído de todas as suas pomposas vitórias.

Agora cego para o mundo, sem amigos que o corrompesse, sem glórias humanas para o insuflar e servindo de espetáculo para seus inimigos; só restava a Sansão lembrar das promessas que o Senhor Iavé fizera sobre a sua vida e missão, que dizia: “...ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”(Jz 13.5). Sim, seria este homem pecador que daria início a vitória de Israel sobre os Filisteus que só seria concluída cerca de 100 anos depois com Davi.

Pela primeira vez Sansão parece ter intimidade com Deus! Em meio a um espetáculo público, onde o grande herói serviria de “bobo da corte”, Sansão se lembra do Senhor, ele abaixa a cabeça e pela primeira vez o vemos orar com o coração ao dizer: “Senhor Iavé, peço-te que lembre-se de mim e me fortaleça só esta vez, ó Deus...”(Jz 16.28). Sentimos a dor no clamor do juiz humilhado, sentimos a angustia em sua oração, mas também sentimos a verdadeira fé fluir de suas palavras. Sua fé é comprovada pela solicitação de ser colado junto as colunas, mesmo antes de ter certeza que seria ouvido pelo Senhor.

O filho de Manoá, sabia que o Senhor o havia perdoado e que mais uma vez estaria com ele em sua ultima batalha. Sansão não cometera suicídio como muitos pensam. Na verdade junto aquelas colunas ele lutaria a guerra do Senhor, cumpriria sua vocação de conduzir o povo ao livramento dos opressores filisteus. E assim se fez. O Senhor ouviu Sansão e o fortaleceu mais uma vez. E ali junto as colunas do templo de Dagom, o Nazireu destruiu toda a elite dos filisteus, destruindo com este ato mais de 3 mil inimigos do povo de Israel. Era a maior vitória que já tinha conquistado. Era a vitória do Senhor!

O nosso herói morreu em sua ultima batalha. Contudo, sua morte marcou a verdadeira vida. Ele então pode descansar, pois finalmente havia conhecido o Senhor e lutado pelo Deus de Israel. Foi na sua aparente derrota que conheceu intimamente o Grande Eu Sou, foi em sua morte que ele pode ser lembrado entre os heróis da Fé descritos em Hebreus 11.32, sendo contados entre os “homens dos quais o mundo não era digno”(Hb 11.38).

Aprendemos com isso que para Deus é mais importante um crente fiel morto do que um herói aclamado por todos vivo. Os erros de Sansão servem de alerta para todos nós. Todavia, sua lição final nos diz que mesmo quando tudo está aparentemente perdido, ainda é possível clamar ao Senhor e Ele nos ouvirá. Confiemos no Senhor, pois a vitória é possível!

Em Cristo, Jefferson Rodrigues 

terça-feira, 16 de maio de 2017

RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PMPI- CONSELHO DE DISCIPLINA



CONSELHO DE DISCIPLINA

1) (NUCEPE/CFS-2012) A Lei Estadual 3.729, de 27 de maio de 1980, trata do Conselho de Disciplina. Sobre esse processo administrativo, marque a opção ERRADA.
A) Destina-se a apreciar a incapacidade das praças, com estabilidade assegurada, de permanecerem na ativa, bem como das praças reformadas ou na reserva remunerada de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram.
B) Será composto de 03 (três) oficiais, podendo o escrivão ser um capitão.
C) As praças da ativa, ao serem submetidas a Conselho de Disciplina, serão afastadas do exercício de suas funções.
D) Ser-lhe-ão submetidas as praças estáveis acusadas oficialmente ou por meio lícito de comunicação social de terem procedido incorretamente no desempenho do cargo de que estejam investidas.
E) São competentes para o nomearem o Comandante- Geral e o Corregedor da PMPI.


2)(NUCEPE/CFS-2012) Analise os itens abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. O Conselho de Disciplina deve criar às praças a ele submetidas condições para se
defenderem, ou seja, garantir-lhes o contraditório e a ampla defesa.
II. O Conselho de Disciplina será nomeado “ex-ofício”, isto é, a autoridade competente deve
aguardar ofício ou expediente correspondente comunicando a conduta irregular da praça para o ato de nomeação da comissão processante.
III. O libelo acusatório é peça imprescindível do Conselho de Disciplina, sendo sua ausência favorável à defesa do acusado.
a) Apenas I e II são verdadeiros.
b) Apenas I e III são verdadeiros.
c) São falsos os itens II e III.
d) Todos são verdadeiros.
e) Todos são falsos.

3.( NUCEPE/CFC-2012) O Conselho de Disciplina, criado pela Lei Estadual
3.729, de 27 de maio de 1980, é um processo administrativo disciplinar militar destinado às praças estáveis ou da inatividade que cometerem conduta irregular prevista nessa lei.
Sobre ele, marque a opção CORRETA.
A) Funcionará, no mínimo, com a maioria de seus membros, em local onde seu Presidente julgar indicado para apuração do fato.
B) São competentes para o nomearem o Governador do Estado e o Comandante-Geral da PMPI.
C) Dentre os casos, previstos na lei, de submissão a Conselho de Disciplina estão a
conduta (civil ou Policial Militar) irregular ou prática de ato que afete a honra pessoal, a
administração, o pundonor Policial Militar ou o decoro da classe.
D) Ao acusado será assegurada ampla defesa, como, dentre outros direitos, prazo de 03 (três) dias para apresentar suas razões finais de defesa.
E) Prescrevem-se em 06 (seis) anos, contados da data de nomeação da Comissão Processante, os casos previstos nessa lei.

4. (NUCEPE/CFSD-2013). Analise os itens abaixo e marque a opção INCORRETA.
A) Do Conselho de Disciplina poderá resultar, conforme o caso, arquivamento do processo, aplicação de pena disciplinar, remessa dos autos à Justiça Militar estadual ou efetivação de reforma da praça acusada ou sua exclusão, a bem da disciplina.
B) Da decisão do Conselho de Disciplina e da posterior solução da autoridade competente,
caberá recurso, que terá prazo de 10 (dez) dias.
C) Dentre os casos, previstos na lei, de submissão a Conselho de Disciplina estão a conduta (civil ou policial-militar) irregular ou prática de ato que afete a honra pessoal, a
administração, o pundonor policial-militar ou o decoro da classe.
D) A decisão do Conselho de Disciplina será tomada sempre por unanimidade dos votos
de seus membros.

5. (NUCEPE/CFSD-2013) O “Conselho de Disciplina” destina-se a apreciar a incapacidade dos Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, com estabilidade assegurada, para permanecerem na ativa, bem como dos Aspirantes a Oficial e das demais praças, reformados ou na reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem. Com relação ao “Conselho de Disciplina”, assinale a alternativa CORRETA.
A) As praças da ativa, Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, ao serem submetidas ao Conselho de Disciplina, permanecerão no exercício de suas funções.
B) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou por ordem superior, será da competência do Governador do Estado do Piauí.
C) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou por ordem superior, será da competência do Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí.
D) Aos membros do Conselho de Disciplina será lícito reperguntar apenas ao acusado sobre o objeto da acusação e propor diligências para os esclarecimentos.
E) Aos membros do Conselho de Disciplina será licito reperguntar apenas às testemunhas sobre o objeto da acusação e propor diligências para os esclarecimentos.



6.(NUCEPE/2013-CFC) De acordo com a Lei nº 3.729, de 27/05/80, que dispõe sobre o Conselho de Disciplina da Polícia Militar e Corpo de Bombeiro do Estado do Piauí, é CORRETO afirmar:
 a) Destina-se a apreciar a incapacidade de todos os Praças, para permanecerem no serviço ativo, bem como, dos Aspirantes a Oficial e Praças reformados ou da reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem.
b) A nomeação do Conselho de Disciplina, por deliberação própria ou ordem superior, será da competência do Governador do Estado do Piauí.
c) Ao acusado serão assegurados o devido processo legal, a ampla defesa e contraditório, tendo após, o interrogatório o prazo de 03 (três) dias para oferecer razões, por escrito, devendo o Conselho de Disciplina fornecer-lhe o libelo acusatório.
 d) Prescrevem-se em 05 (cinco) anos, contados da data em que foram praticados, os casos previstos nesta Lei.

 e) Destina-se a apreciar a incapacidade dos Aspirantes a Oficial, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados da Polícia Militar (ou Corpo de Bombeiros) do Estado do Piauí, com estabilidade assegurada, para permanecerem na ativa, bem como, dos Aspirantes a Oficial e dos demais Praças, reformados ou na reserva remunerada, de permanecerem na situação de inatividade em que se encontram, criando-lhes, ao mesmo tempo, condições para se defenderem.



GABARITO
1-E; 2-B; 3-C; 4-D; 5-C; 6-E