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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Se Jó tivesse cantado, "Restitui eu quero de volta o que é meu", tudo seria diferente! Será?



Havia um homem, na terra de Uz, chamado Jó. Homem fiel e temente a Deus, íntegro em todos os seus caminhos...

Um belo dia (belo pra quem conta a história, nunca pra quem a vive), Jó recebe uma notícia, uma não... várias... ele perdera tudo, todos os seus bens e o pior, todos os seus filhos. Amargurado, triste, arrasado (imaginem um pai perder num só dia seus dez filhos), impregnado pela dureza que a vida lhe impusera naquele momento, Jó ergue-se do chão, levanta a voz e canta ao Senhor:

" - Restitui... eu quero de volta o que é meu!!"

Você e eu sabemos que não foi isso o que aconteceu, mas é sobre isso que eu quero falar... sobre essa onda de "restituição" que mais uma vez é trazida pelos "levitas" que nunca levitaram, nem levitarão, mas causam sempre grande confusão em nosso meio já tão confuso.

Vivemos pela graça. Graça foi, é e sempre será favor imerecido. TUDO o que recebemos das mãos de Deus é graça. Não temos direito a nada. Quando a Bíblia fala de sermos co-herdeiros com Cristo não está falando de coisas deste mundo, mas da glória que em nós há de ser revelada no dia de Cristo Jesus. Jó parecia entender isso desde o Antigo Testamento, ou seja, no início de tudo (segundo alguns estudiosos Jó é o livro mais antigo da Bíblia) já havia a noção da graça, que hoje tenta ser anulada pelos apaixonados extravagantes re-judaizantes.

A idéia de termos “direitos” diante de Deus é egoísta, hedonista e humanista. O pior de tudo isso é que os defensores das idéias restitucionais (que são os mesmos que reivindicam, tomam posse, conquistam cidades profeticamente, etc...) dizem que os anos que nos foram roubados pelo INIMIGO, as coisas que nos foram tiradas pelo INIMIGO, os estragos feitos pelo INIMIGO vão ser restituídos pelas mãos de Deus, e utiliza-se de textos bíblicos sem o menor fundamento. Senão vejamos: o texto bíblico mais utilizado para defender a idéia de restituição é Joel 2.25 (“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o MEU grande exército que EU ENVIEI contra vós outros”).

Entenderam ? Não foi o diabo que fez o estrago da vida de Israel. Foi Deus mesmo quem mandou os gafanhotos e só ELE é capaz de restituir o que ELE mesmo tirou. E mais... ele o faz porque quer e não por obrigação nenhuma. Às vezes é o próprio Deus quem nos tira tudo para aprendermos lições que nos servirão por toda a vida. Portanto, tenhamos o maior cuidado ao estarmos atribuindo ao diabo uma obra de Deus.

Fora isso, a idéia de restituição como direito (eu quero de volta o que é MEU) anula a graça. O que é a graça, senão recebermos de Deus tudo aquilo que não merecemos, que não nos pertence e que nos é dado gratuitamente por aquele que é Senhor de tudo e de todos ? Quando eu acho que sou dono das minhas coisas e que tenho "direito" sobre elas, automaticamente excluo o verdadeiro dono. Ninguém pode servir a dois senhores. Ou Deus é o dono de minha vida e por conseqüência dono de tudo o que me é dado, ou EU sou o dono de tudo e aí sim, sirvo a mim mesmo, tendo direitos exclusivos sobre aquilo que é “meu”.

Mas e os estragos feitos em nossa vida realmente pelo inimigo ? Deus não restitui ? Sinceramente, creio que não!! Deus faz tudo novo!! Ele não está disposto a remendar vidas, ele as faz novamente. Não recebemos uma “lanternagem espiritual” nova, recebemos nova natureza. O que o diabo fez no passado... fica no passado... “eis que faço NOVAS todas as coisas”, pois quem está em Cristo, “NOVA criatura é, as coisas VELHAS, já PASSARAM, eis que tudo se faz NOVO”. Lembro-me do vaso nas mãos do oleiro. Ele não remendou o vaso, não colou com super-bonder ou durepox. Ele quebrou e tornou a fazer de novo...

Não há restituição, há nova vida, tudo NOVO. Não há remendos feitos por Deus, há cura integral e perdão total. Há novo nascimento, novidade de vida.

Quando entendemos isso, entendemos até as perdas que temos que enfrentar, sabedores de que Deus é soberano sobre nossas vidas e é ele quem nos dá o que quiser, a hora que quiser, para cumprir o seu propósito. Quando percebermos essa verdade, e só então, poderemos dizer como Jó: “O SENHOR deu e o SENHOR tomou; bendito seja o nome do SENHOR!”

NEle, que faz tudo novo,


Por: José Barbosa Junior
, em www.crerepensar.com.br


Dica do nosso irmão em Cristo Luis Carlos Machado

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pastora argentina promove culto com apresentação de travestis em boate de strip-tease


Na avenida Corrientes, entre letreiros em neon, fotos de mulheres semi-nuas nas propagandas dos musicais em cartaz, bares e livrarias que viram a noite, está o teatro Moulin Bleu. A entrada é uma pequena porta na esquina da Rua Rodriguez Peña onde um senhor anuncia que é de graça a entrada nas segundas-feiras à noite. É um teatro? Não, é um culto evangélico. Ou melhor: um show de talentos evangélico.

O teatro fica no segundo andar do prédio. A meia luz, famílias inteiras, prostitutas e travestis aguardam enquanto crianças e garçons circulam pelos corredores. Durante toda a noite é possível comprar vinho, cerveja e whisky e pedir uma pizza. Uma ajudante passa distribuindo folhetos entre as mesas com as informações sobre o culto, que é chamado “Predicando entre Plumas y Strass”.

O culto no Moulin Bleu começou há seis anos com o pastor Diego Gebel. Ele morreu em maio do ano passado, aos 47 anos, depois de ter uma parada respiratória enquanto se recuperava de um cateterismo. Quem assumiu a condução do culto foi a viúva dele, Mabel.

É Mabel Gebel, cabelos loiríssimos, vestido preto e capa cintilante, quem abre o culto, às 22h. Ela explica o conceito da noite para os estreantes: Deus ama a todos sem distinção e por isso ela discorda dos evangélicos que têm preconceito contra travestis, prostitutas e homossexuais. No “Predicando entre Plumas y Strass”, entra quem quer, se apresenta quem quer.

Mariana A, uma travesti de vestido longo, (foto) entra em seguida para fazer um show caribenho acompanhada de dois dançarinos de short curto e sem camisa. Ao longo da apresentação, o vestido é arrancado e ela fica com a bunda à mostra. Os seios em algum momento também vem à público.

Uma senhora ao meu lado, chamada Juana, contou que assiste ao culto toda semana há seis meses, desde que precisou fazer uma cirurgia no joelho e veio morar em Buenos Aires com o filho mais novo. Ele trabalha como ator, visita hospitais infantis da cidade fazendo apresentações circenses e nas segundas-feiras se apresenta no Moulin Bleu.

A noite segue com uma das filhas da pastora cantando uma música evangélica e outra filha fazendo um esquete de humor com um homem que, na verdade, era o porteiro do começo da noite. Mariana A. e outra travesti mais velha, loira, são as que mais fazem apresentações, quase sempre começando deslumbrantes e terminando semi-nuas. Entre um e outro, entra a pastora Mabel para pregar. No discurso mais longo da noite ela contou a história de Davi e Golias. Depois anunciou que mais tarde iria levar a palavra do senhor a um cabaré.

Duas horas depois, o show chegando ao final, chega a vez do filho da Juana. Ele entra no palco fantasiado de Evita Perón, vestido longo, maquiagem pesada e peruca loira. Com caras e bocas, cantou “Don’t cry for me, Argentina”. Juana não chorou, mas ficou emocionada.

***
Terra Magazine, via Pavablog.


Comentário do Púlpito Cristão:

Quando li a chamada, tratei de “repreender” meu coração fariseu, afinal, “que lugar mais interessante para pregar o evangelho do que um cabaré?”. Falta aos cristãos coragem para ir a estes lugares e anunciar o evangelho da salvação eterna. No entanto, bastou ler algumas linhas para perceber que nao se trata de evangelismo, mas de acomodação ao estilo de vida pecaminoso, apenas simbiose carnal e nada de evangelismo bíblico e autêntico.

Na tentativa de tornar o evangelho cool, pessoas sem nenhum compromisso com Deus e sua Palavra criam igrejas alternativas que na maioria dos casos, não possuem nenhuma semelhança com a igreja bíblica neotestamentária. No final das contas, o que Mabel Gebel promove é, na melhor das hipóteses, uma reunião de auto-ajuda em um cabaré da cidade. Nada de evangelho. Não há nada de culto a Deus.

Que Deus nos livre desse pragmatismo insustentável e injustificável, que está destruindo o testemunho dos cristãos. Que Deus nos livre deste evangelho “inclusivo”, imoralidade das imoralidades, sem nenhum respaldo em Deus.


FONTE: www.pulpitocristao.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Forró Gospel: “Meu paredão é de Jesus” #TabajaraGospel


Por Antognoni Misael

Mais uma vertente musical vem se destacando nos autofalantes do Nordeste evangélico: é o forró eletrônico. Faço menção aqui do grupo “Expresso Pentecostal”, que não deixa de ser uma réplica do forró estilo “Calcinha Preta”, “Limão Com Mel”, etc., e que vem sendo alternativa comum em festas, retiros e comumente figura como fundo musical no cotidiano dos sons dos automóveis convertidos.

Mas o destaque 2011 fica para batida envolvente do tal “Forró do Felipão”, ‘ex-forró moral’. Felipão, que antes compunha o rentável mercado do forró de plástico e realizava várias turnês por todo Norte/Nordeste levando “cachaça e pegação” à moçada, após se declarar um nova criatura, decidiu se manter na vertente musical de origem e inserir letras demasiadas “cristãs” – agora, diferentemente ele leva Jesus e Salvação!

Com o seu sucesso mais conhecido, “Meu paredão é de Jesus”, o irmão tem causado polêmica entre a opinião de grupos evangélicos: ‘conservadores versus estrategistas’ – afinal o som do Felipão é evangelístico? Ele se faz de louco pra ganhar os tolos? (isso é outro debate!) Entretanto, sem fazer juízo de valor, até porque não conheço a bem o “Forró do Felipão”, o que me preocupa é observar que no pretexto de se ganhar pessoas para reino, a música dita cristã, chegue a profundos níveis de pobreza poética, letrista, instrumental e teológica. CONFIRA O VIDEO ABAIXO E DEIXE SEU COMENTÁRIO:


Não simpatizo de forma alguma com a “proeza” de se ter no nosso meio, réplicas de gente com tanto mau gosto. Vivemos numa democracia – Certo!, mas não somos obrigados a achar belo o que não se reconhece como ridículo. Outra coisa, não me venham com a desculpa de que Deus o usa grupo A ou B – claro que Deus usa quem Ele quer, se usou uma mula, obviamente poderá usar humanos, dos mais pífios aos súditos. Mas isso não significa aprovação; alguém pode ser usado sem portanto obter aprovação do Senhor. (A Bíblia é cheia de exemplos assim!)

Seguindo a tendência atual de decadência musical evangélica, certamente logo teremos algumas versões de uma suposta “Garota ex-safada”, “Aviões do Forró Gospel”, “Calcinha ex-Preta (mas agora Branca como a neve)”, “Luan Santana do Senhor”… Aliás depois que a marca do gospel mostrou pra que veio, muita gente promete estrear com pé direito ne$te mercado de GeZui$$. Não esqueçamos, o cantor Latino dias atrás profetizou que logo logo virá!! #Aleluia!

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FONTE: Antognoni Misael é pós-graduando em história da música, editor do Arte de Chocar e colaborador do Púlpito Cristão

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Seria um strip-tease gospel? Igreja coloca jovens para dançar de cuecas em evento gospel!

Por Leonardo Gonçalves

Meus amigos, o que é isso?

Já vi muitas coisas nessa curta vida, e todos os dias denunciamos a apostasia da igreja pseudo-evangélica e conclamamos os leitores a voltar aos pilares da reforma e ao verdadeiro evangelho. No entanto, há tempo que não via uma coisa tão baixa como essa. Jovens de uma igreja evangélica fazem evento gospel com direito a dancinha de cueca! (veja vídeo)


Segundo informaçõeses recebidas após a postagem, isso aconteceu de fato na igreja, mas no intervalo entre cultos e pregacoes, e não no momento do culto. Mesmo assim, a danca foi infeliz e na nossa singela opinião, não acrescentou nada à vida dos jovens que estavam presentes. Um momento vergonhoso, que esperamos tratar-se de uma excecão e nao a regra entre aquele grupo de fiéis.

Com muita tristeza vi este vídeo. Recebi ele de um amigo, que com lágrimas nos olhos relatou este e outros fatos nojentos que tem acontecido em igrejas brasileiras.

Que Jesus nos conduza ao verdadeiro evangelho, sem pragmatismos, sem estrelismos e sem dancinhas ridículas que só envergonham os crentes de modo geral.

***
Fonte: Leonardo Gonçalves, indignado, no Púlpito Cristão

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Será que o sangue de Jesus é igual a Bombril: 1001 utilidades?!

Imagem de celular: Jefferson Rodrigues

Texto base: Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”( 1 João 1:7)

Caros Leitores, o que me motivou a escrever esta postagem foi esta foto logo acima, tirada durante um serviço policial que realizava na cidade de Teresina. Fiquei imaginando o que seria “aplicar o sangue de Jesus”? E mais, se tratando de uma Igreja neopentecostal (que geralmente é cheia de inovações) deduzi que a finalidade desta “GRANDE CAMPANHA” não era bem a função original que a Palavra de Deus dá para o precioso Sangue de Jesus, então pensei: se já ouvimos ( e ouvi mesmo!) tantas utilidades extra bíblicas para o sangue do amado Mestre, porque não fazer um texto, sem muitos rodeios teológicos, para explicar para o povo a utilidade deste precioso Sangue. Então vamos lá:

1. Substituindo sacrifícios da Velha Aliança.

No Antigo Testamento eram realizados diversos rituais de purificação do povo de Israel (confira o livro de Levítico ), sendo o mais importante deles os sacrifícios( Levítico 1 à 5), para perdão dos pecados do povo. Estes sacrifícios eram realizados em situações distintas, sendo que para cada tipo de pecado haveria uma forma especial de oferecer o sacrifício. Contudo, destacamos em especial, o Holocausto (Levítico 1), a Oferta pelo pecado (Levítico 4) e a Oferta pela culpa ( Levítico 5). O Holocausto e a Oferta pelo pecado e pela culpa eram sacrifícios oferecidos de forma individual, onde cada pessoa oferecia seu sacrifico para perdão dos seus pecados, colocando a mão, ou as mãos no caso dos sacerdotes (Levítico 4:15) sobre a cabeça do animal sem defeito (símbolo de Cristo) que seria morto e assim, simbolicamente, teria transferido seus pecados para aquele animal que deveria ter seus restos queimados(exceto o couro e o sangue). Em geral era um carneiro, mas poderia variar de acordo com as posses da pessoa. Este animal, inocente e sem defeitos, seria sacrificado pelo sacerdote e seu sangue espargido no altar como sinal de purificação dos pecados da pessoa (Levitico 1). A outra forma, era realizada anualmente (Levítico 16), desta vez só o sumo sacerdote poderia oferecer este sacrifício e era realizado em favor dos seus próprios pecados e de todo a nação de Israel. Em ambos os casos percebemos que o sangue era o objeto de purificação dos pecados do povo, pois “[...] sem derramamento de sangue, não há remissão [de pecados](Hebreus 9:22b, grifo nosso). Contudo esta forma era uma provisão temporária e parcial pois em Hebreus 10:14 nos fala: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.” Isto pelo fato da Lei ser “temporária”, ser apenas um tutor que ensinava e apontava para e sobre Cristo (Gálatas 3:24, Colossenses 2:17) e ainda pela falta de entendimento dos ofertantes dos sacrifícios, que tinham seus corações longe do arrependimento que era necessário para o perdão dos pecados, e confiavam apenas no que era ofertado, o salmista Davi já expressou : “Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Salmo 51:16,17).

2. Jesus: O sacrifício Eterno

Diante do exposto, vemos que o sacrifício e o derramamento de sangue de um cordeiro, puro e sem manchas e defeitos era necessário para o perdão dos pecados de todo aquele que pecasse contra o Senhor Deus. Todavia, estes sacrifícios deveriam serem feitos todos anos, em especial o realizado pelo Sumo Sacerdote ( Levítico 16). Mas pela infinita misericórdia de Deus, Ele nos preparou um Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8), era o plano redentor do Pai celestial. Jesus ofereceu-se como sacrifício Eterno pelos nossos pecados, “pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; não, porém, para se oferecer repetidas vezes, à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio. Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo. Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” (Hebreus 9:24-28, NVI)

Portanto, queridos irmãos o sacrifício realizado pelo nosso amado Jesus, e o seu precioso Sangue derramado na Cruz, serve como purificador de nossos pecados (1 Pedro 1:18), permitindo que desta forma nos acheguemos a Deus e tenhamos paz com o Altíssimo ( Efésios 2:13; Apocalipse 1:15). Não podemos diminuir a importância deste precioso sacrifício atribuindo utilidades fúteis, a uma tão preciosa oferta que o Senhor deu por nós, oferta esta que nenhum de nós poderíamos pagar (Colossenses 2:14), a salvação de nossas almas e a comunhão com Deus(Romanos 5:1). Deixemos as “simpatias gospel” e aprendamos que “[...] o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”( 1 João 1:7b).




Em Cristo,

Jefferson Rodrigues.


domingo, 4 de setembro de 2011

Igreja funciona dentro de boate na rua Augusta; veja vídeo

Rua Augusta, 486. Às 3h de um sábado, dezenas de pessoas se aglomeram em frente ao Clube Outs, uma das muitas casas noturnas da região.

Para entrar, é preciso enfrentar seguranças engravatados e desembolsar R$ 20. Lá dentro, flanelados, tatuados e emos dançam hits da música pop dos anos 1980 e 90.

Rodrigo Paiva/Folhapress
O pastor Junior Souza, 37, fundou há dois anos a Capital Augusta, igreja que funciona dentro do Clube Outs.
O pastor Junior Souza, 37, que fundou a Capital Augusta há dois anos, em frente à boate onde acontecem os cultos

No dia seguinte, por volta das 18h, a casa continua a mil. Mas as portas estão abertas a qualquer um. Sob a luz de holofotes, uma banda anima um público jovem. Num telão, letras de músicas sobre louvor e compaixão. No bar, as garrafas de Smirnoff e Heineken permanecem intocadas.

O show termina, e Junior Souza, 37, surge. Veste uma camiseta preta estampada com o símbolo matemático que representa o "diferente", tem o antebraço tatuado e brinco na orelha.

Dá alguns avisos, indica o lugar onde fica a caixinha de contribuições e anuncia pelo microfone: "Agora a gente vai fazer um intervalo e já continua o culto, beleza?".

A pausa serve para que os fiéis da Capital Augusta possam trocar ideias. A Capital, como os habitués a ela se referem, é uma igreja protestante, fundada em 2009 pelo pastor Junior. O grupo inicial era formado por músicos, designers e gente que "já vivia a vida da Augusta", segundo o pastor, que é professor de inglês e dá aulas na Faculdade Teológica Metodista Livre.

Quando o intervalo termina, Junior, de frente para um laptop, começa a ler um versículo da Bíblia. Carismático, ele às vezes quebra a leitura e traduz um trecho sagrado para uma fala informal.

A maioria dos presentes ainda não chegou aos 30 anos. São jovens antenados, que compartilham sua fé no Facebook e no Twitter. No site da igreja, são disponibilizados podcasts religiosos.

Dono de um corpo tatuado, o skatista e publicitário Bidu Oliveira, 20, diz que sofreu preconceito em outras igrejas e ali encontrou uma comunidade. "O foco aqui é Jesus", justifica.


imagens: Felix Lima e Lucas Braga Bordon / edição: Inara Chayamiti

A Capital permite a ingestão de bebidas alcoólicas, desde que com moderação. Sexo, melhor dentro do casamento. "O projeto ideal é a castidade, mas, se não é essa a sua realidade, vamos seguir o caminho da reparação", aponta o pastor. Gays são bem-vindos. "Na Augusta, é natural que eles frequentem. Nosso slogan é: 'Proibido Pessoas Perfeitas'."

Além do culto no Outs, há reuniões semanais nas casas dos integrantes. "Ali dividimos as alegrias e frustrações da vida em SP", diz Junior, um paranaense de Assis Chateaubriand.

Antes de chegar à capital, ele era ligado, no interior, a uma igreja Vineyard, associação criada na Califórnia dos anos 1970. Não gosta de ser chamado de evangélico. "Tenho vergonha do que esse termo se tornou no Brasil", confessa.


Rodrigo Paiva/Folhapress
Culto da Capital Augusta, igreja que reúne cristãos protestantes aos domingos no Clube Outs
Culto da Capital Augusta, igreja que reúne cristãos protestantes aos domingos no Clube Outs, na rua Augusta

O aluguel do imóvel na Augusta é bancado por 12 pessoas da liderança da Capital. O dinheiro das doações, segundo o pastor, vai para missões religiosas e outras instituições. Valentim Van der Meer, promoter da boate, diz que aceitou alugar o espaço por simpatizar com a igreja. "É o mesmo público que frequenta o Outs na balada."

Por volta das 21h, o culto termina ao som de Metallica. Por uma coincidência irônica que só uma rua tão augusta pode permitir, a poucos metros dali, no número 501, fica o Inferno Club. "É legal ter uma igreja na porta do inferno, mas, infelizmente, ele não está acessível. Eles cobram o dobro do aluguel daqui", diz o pastor, rindo.


FONTE: Folha de São Paulo


Nota do editor: É alternativo, legalzinho, mas... até que ponto a escolha de um bar glorifica ou honra o nome do Senhor Jesus? Os cristãos primitivos se reuniam em suas casas e até em tumbas, isto ocorria não por modismo, mas por estarem sendo perseguidos pelas forças romanas. Agora, escolher um ambiente que está carregado de um simbolismo profano para "criar" uma igreja, local de culto ao Deus Todo Poderoso, acredito ser mais um forma de auto promoção, ou mesmo, uma forma de manter a velha maneira de viver. Paulo nos diz: "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano"(Efésios 4:22). Você pode até pensar que "o que importa é o interior", mas, eu ainda penso que "Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.(Tito 2:7,8)". Assim, precisamos ser exemplo em todas as nossas ações e um bar, numa rua cheia de tentações, não é, a meu ver, o melhor lugar para um cristão frequentar assiduamente. Amém?