sábado, 21 de janeiro de 2012

"Uma esmola, por amor de Deus...!"


Texto base: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3.10)
Antes de abordar o tema especifico de nossa postagem, aviso ao leitor que, hoje, escreverei de forma sucinta sobre um tema que tem me inquietado bastante nestes últimos dias, trata-se da incessante busca por status dentro das igrejas, em especial da denominação que faço parte. Também não farei uso de rebuscada retórica teológica, mas expressarei uma inquietação pessoal, que, talvez, não represente a realidade de todas as instituições chamadas igrejas.
Quando, utilizei a expressão que deu título a esta postagem, assim o fiz por me recordar à forma como pedem diversos mendigos que se colocam nas portas das igrejas católicas no centro de Teresina, e acredito que de outras capitais brasileiras. É uma tradição que vem desde a Idade Média e se perpetua até nossos dias. Estas pessoas (mendigos) utilizam-se de um espaço, onde supõe haver maior misericórdia, para dar continuidade a uma prática que os colocam em uma “zona de conforto” (conforto?), onde não precisam trabalhar, nem deixar suas vidas de pedintes para ter que passar dias inteiro “presos” a um trabalho que na maioria das vezes seria extremamente cansativo, pois não possuem estudo, razão pela qual teriam que trabalhar em funções esgotantes, com isso permanecem a vida inteira em uma vida miserável, sendo humilhados e não vendo que a dignidade é mais importante que algumas moedas. Mas o que isto tem haver com a inquietação apresentada no início de nosso texto? É muito simples! Vejamos:
Em nossas igrejas existem grupos de pessoas que nunca se especializaram em suas vidas seculares, passaram anos e anos aventurando uma “esmola” eclesiástica e por conta disto não se dão conta de como vivem uma vida miserável! Não falo isto em virtude de almejarem um cargo eclesiástico (pastor, missionário, dirigente de congregação e etc.), afinal Paulo afirmou “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Timóteo 3.1), mas me refiro por se submeterem a humilhações, a bajulações e até mesmo em concordar com erros para que desta forma sejam vistos como fiéis ao líder desta ou daquela denominação. Me causa angustia ver jovens, sinceros, mas sem aprofundamento bíblico, perpetuarem práticas arcaicas que em nada trazem crescimento para o Reino de Deus apenas com a finalidade de agradar alguém que poderá levá-lo a um “cargo” mais elevado. Meu irmão saiba que não concordar com atitudes erradas não é ir contra o líder da sua Igreja, antes, apontar tais falhas é zelar pela manutenção da sã doutrina cristã. Temos o exemplo do apóstolo Paulo, que não levou em conta sua posição de “novato” no ministério cristão, nem ficou receoso de não ser reconhecido como um “verdadeiro” apóstolo. O bravo servo de Deus repreendeu Pedro que era considerado coluna da Igreja (Gálatas 2.9), vejamos a atitude de Paulo: “Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2.14).
Saibam que não precisamos de “esmolas” eclesiásticas, se desejamos fazer a obra, lembre-se que somos sacerdotes, cada um de nós temos o sacerdócio de Cristo (1 Pedro 2.9), portanto podemos ser obreiros do Senhor aonde estivermos. Agora se o motivo é apenas acomodação, como o caso dos mendigos citados, ai meu amado deixo a você a palavra de nosso irmão Paulo: “[...] se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3.10).


Quantos podem dizer Amém?

Um comentário:

  1. Infelizmente é nossa triste realidade! Abutres e afins!

    Metanóia e reforma já!

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